Sonae Distribuição investe em quatro datacenters

As infra-estruturas, montadas pela Decunify e Schneider Electric, servem dois centros logísticos da empresa.

Centro Logístico da Sonae na AzambujaA Sonae Distribuição investiu em quatro centros de dados para dois dos seus centros logísticos, num projecto desenvolvido pela Decunify e a Schneider Electric. A empresa de retalho consolidou os seus centros logísticos em três localizações, Maia, Azambuja e Madrid, pontos nevrálgicos da cadeia de abastecimento à escala ibérica.

A arquitectura logística exigia ter nessas instalações, infra-estruturas de TI e sistemas próprios. “Registavam-se muitas perdas de conectividade às comunicações, o que no contexto da actividade em questão significa camiões que não saem das instalações. Portanto, custos bastante elevados para a operação da logística”, justifica Amadeu Teixeira, gestor de soluções de TI da Sonae Bit, unidade responsável pelo desenvolvimento e suporte de todas as soluções de SI da Sonae.

Além disso era preciso que os centros pudessem funcionar com garantia de continuidade de negócio em caso de algum problema, recorrendo ao centro de dados principal, em Matosinhos, acrescenta Paulo Lima, “head of delivery” da Sonae Bit,

No projecto implantado, cada um dos datacenters, em cada uma das localizações, faria a sua redundância num âmbito local, explica José Manuel Oliveira, administrador da Decunify. “Os outros, dois a dois, fariam redundância a nível geográfico”, diz o responsável.

“Cada uma das salas foi desenhada tendo em conta a sua funcionalidade, sendo que todos os componentes eléctricos foram desenhados respeitando critérios de desempenho de Tier 4″

A necessidade elevada de disponibilidade de operação, exigiu “a construção de dois centros de dados em cada um dos centros de distribuição: o primeiro para operação  normal e o segundo para Disaster Recovery, que deveria assegurar a logística mais urgente que permitisse a saída de camiões em caso de falha grave do centro de dados principal”, explica Pedro Magalhães, engenheiro de sistemas empresariais da Schneider Electric Portugal.

O plano foi concretizado em 90 dias, diz um comunicado, incluindo testes de redundância local. Os datacenters de Disaster Recovery de proximidade, foram construídos no próprio pavilhão do armazém de distribuição.

No caso da Azambuja, ficaram alojados num contentor anexo ao centro de distribuição. “Cada uma das salas foi desenhada tendo em conta a sua funcionalidade, ambas cumprindo os requisitos de Tier 3, sendo que todos os componentes eléctricos foram desenhados em função dos critérios de desempenho de Tier 4, ou seja, assegurando redundância duplicada”, explica um comunicado.

Os datacenters edificados assentam num lógica de construção de uma sala tipo cofre, desenhada e fabricada pela Schneider , na forma de “smart shelter”.

O objectivo passou por assegurar que cada um dos centros de dados seria de forma global imune à primeira falha e, do ponto de vista da energia, imune a falhas concomitantes, acrescenta. A Schneider Electric forneceu e implantou toda a componente de energia (nomeadamente UPS) e de controlo de climatização, em coordenação com o integrador.

Os datacenters edificados assentam na filosofia de construção de uma sala tipo cofre, desenhada e fabricada pelo fabricante, na forma de “smart shelter”. São construídos em painel corta fogo com o objectivo de tornar o centro de dados mais seguro e estanque ao fogo exterior, ao pó e à água.




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