40% do negócio da Outfit deverá ser “internacional”

Fundada há seis meses a consultora prevê facturar um milhão de euros no primeiro ano de actividade, focada em tecnologia Outsystems.

João Caldas_director-geral da Outfit

João Caldas, director-geral da Outfit

O outsourcing de consultores competentes em tecnologia Outsystms é hoje a actividade mais importante da Outfit, mas esta tende a evoluir mais para ga estão estratégica de “fábricas” de software, avança João Caldas. Em entrevista para o Computerworld, o director-geral da empresa  prevê que 40% do negócio da organização, nascida há seis meses, seja proveniente da actividade internacional.

Um milhão de euros é o volume de negócios previsto pela consultora focada no desenvolvimento de aplicações de negócio. A Outfit apresenta uma uma equipa de 20 trabalhadores em Portugal e participa em vários projectos na Europa.

Na base da fundação da empresa está a escassez de recursos humanos e serviços profissionais especializados na tecnologia do fabricante português, num universo de sete milhões de utilizadores em 33 países (diz a consultora). Recentemente a plataforma da Outsystems foi reconhecida como “líder” num estudo da  Forrester, o  “Wave:Low-code Developement Platforms, Q2 2016.”

Computerworld ‒  Que  peso deverá ter o mercado internacional no vosso negócio?
João Caldas ‒ No primeiro ano, estimamos que 40% do nosso negócio tenha origem em projectos internacionais.

CW ‒ Qual é o tipo projectos desenvolvidos no estrangeiro? Em que sectores? Quantos consultores têm associados na projectos internacionais?
JC ‒ Temos consultores a trabalhar em outsourcing para projectos nos sectores da energia, saúde e outras utilities. Tivemos até agora, desde o inicio do ano, oito consultores a participar em projectos internacionais.

CW ‒  O que tem sido diferenciador nos projectos internacionais?

JC ‒  Essencialmente o nosso conhecimento técnico avançado na tecnologia e a nossa rápida adaptação a diferentes modelos de entrega.

Oferta tripartida

‒ o outsourcing de consultores, face à escassez de técnicos especializados;
‒ a consultoria em desenvolvimento de software, o apoio a clientes no desenho e prototipagem de novas soluções tecnológicas;
‒ o suporte a grandes fábricas de software ou soluções de negócio, para necessidades identificadas associadas a tecnologia OutSystems

CW ‒ Quantos consultores formaram e pretendem contratar?

JC ‒ Nos primeiros seis meses formámos três novos consultores e pretendemos contratar mais dez até final do ano.

CW ‒ Dos três “pilares de oferta”, quais têm tido ou deverão ter maior peso na actividade/ facturação?

JC ‒ Neste momento tem sido o outsourcing de recursos especializados devido ao rápido crescimento e adopção da tecnologia no mundo inteiro. A nossa especialidade no entanto, é cada vez mais a gestão estratégica de fábricas de software e construção de soluções de negócio à medida.

CW ‒ A dependência face à tecnologia da Outsystems não será excessiva? Não sentem necessidade de uma oferta alternativa?

JC ‒ Queremos dar um enfoque absoluto ao nosso know how tecnológico e acreditamos que a tecnologia OutSystems manterá um crescimento muito significativo nos próximos anos. Ter uma oferta alternativa iria desfocar-nos da nossa estratégia.

O trio na direcção

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João Caldas, Tiago Peres e José Pereira

João Caldas criou e desenvolveu durante vários anos a unidade OutSystems da Glintt, que em 2011 ganhou o “Partner of the Year Award”.
José Pereira, arquitecto sénior com experiência como engenheiro de pré-vendas, esteve na énese da formação da unidade OutSystems da Noesis SIS e participado em projectos para o exército dos Estados Unidos. Assume a direcção comercial e operacional da Outfit.
Tiago Peres, arquitecto sénior que liderou projectos como o sistema operacional da ANA Aeroportos. È director técnico da Outfit.




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