“Fintech” poderão abranger 33% do negócio financeiro

Um estudo da PwC sobre a transformação do sector avança que as entidades financeiras temem que as “fintech” possam abranger 23% do seu negócio nos próximos anos. Mas a percentagem pode ser maior.

Fintech_PwC

As tecnologias digitais vão mudar em definitivo o sector financeiro. É a conclusão principal do estudo “Blurred lines: how fintech is  shaping financial services”, da PriceWaterhouseCoopers (PwC).

Realizado junto de 544 executivos do sector, os dados recolhidos apontam que as entidades financeiras tradicionais acreditam no poder que as “fintech” têm para colocar em risco 23% do seu negócio actual, em cinco anos. Quando a questão é colocada às próprias “fintech” o rácio é maior, e cresce até aos 33%.

Perto de 83% dos inquiridos, membros do sector financeiro tradicional (bancos, seguradoras, agências de valores, gestoras de activos, corretoras…), reconhece que o surgimento de novos agentes no mercado está a ter um efeito disruptivo e até chega a colocar em risco parte do seu negócio. Entre os novos intervenientes estão entidades como as empresas fornecedoras de tecnologia, as de comércio electrónico, de telecomunicações, startups ou fornecedores de infra-estruturas.

67% das organizações há muito estabelecidas reconhece que à perda de quota de mercado, se junta ainda a pressão de descida, provocada pelas “fintech”, nas margens e lucros.

Mudanças radicais

A banca de retalho, o negócio de meios de pagamento e serviços relacionados com a gestão de activos e de patrimónios são as áreas que, por esta ordem, vão evidenciar a mudança mais radical nos próximos cinco anos.

O surgimento de novas plataformas online que permitem a concessão directa de empréstimos directos entre empresas e consumidores sem a necessidade de intermediação da banca ou a proliferação de novos sistemas de pagamento (através de apps, carteiras digitais, cartões “contactless” ou Paypal) exemplificam essa mudança.

O estudo também assinala que as aplicações móveis vão ter um papel determinante, uma vez que “61% dos inquiridos está convencido de que mais de 60% dos clientes vai aceder a serviços financeiros através de apps para telemóvel pelo menos uma vez por dia, em 2020”.




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