“Há inquietação no mercado”

A preocupação com a possibilidade de entrarem novos concorrentes disruptivos “acentuou-se” entre as empresas portuguesas, considera José Manuel Paraíso, director de Global Services, na IBM Portugal.

José Manuel Paraíso_IBM

José Manuel Paraíso, director de Global Services da IBM Portugal

“Há inquietação no mercado” considera José Manuel Paraíso, da IBM, para enfatizar a mudança de enfoque notada entre as empresas portuguesas, no último C-Suite Study do fabricante. “O aparecimento de startups, com novos modelos de negócio assentes em novas tecnologias, passou a ser uma preocupação que se acentuou”.

O director de Global Services da organização não avança dados localizados, mas esteve presente em várias das 37 entrevistas feitas a executivos das organizações, para o estudo, e partilha a sua percepção para o Computerworld. “Nos últimos seis anos houve um período em que os executivos estavam muito focados no aumento de eficiência, redução de custos e a globalização, vendo nesta a possibilidade de entrarem empresas estrangeiras”, em Portugal, explica.

No último ano, o cenário mudou, havendo maior referência “à capacidade de a tecnologia criar disrupção” e possivelmente devido ao surgimento de mais startups. Para o responsável é curioso que o tema da disrupção pela tecnologia e convergência de sectores, tenha sido mais referida no Sul da Europa.

Há uma mudança de enfoque “para a uma área de criação de valor, de novas formas de fazer negócio e chegar aos clientes”, reforça.

Não basta reduzir o preço do produto, insiste José Manuel Paraíso (IBM).

O empenho no aumento de eficiência mantém-se. Mas as empresas já perceberam que não serão bem sucedidas “se não adaptarem o seu modelo de negócio a novas formas de chegar aos clientes”. Não basta  reduzir o preço do produto, insiste o responsável.

Embora o mesmo considere a preparação para economia digital como um dos temas na agenda das empresas portugueses, já não arrisca sobre o grau de adopção da estratégia, pelas organizações.

Mas ao mesmo tempo que traz maior concorrência, a comunidade emergentes de startups poderá servir a competitividade das empresas com posição consolidada no mercado. A inovação tende a surgir a partir de fora destas organizações.

Contudo se estas alimentarem uma estratégia de parcerias, poderão aproveitar a vaga de desenvolvimento, sugeriu o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

O discurso não é novo e por exemplo a IDC Portugal já destacou esse potencial.


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