A complexa questão do DCIM e ITSM

No quadro da “histórica” separação entre departamentos de Infraestruturas e TI nas organizações, tornou-se cada vez mais importante encontrar meios de convergência entre estes departamentos, assinala Pedro Nobre arquitecto de soluções de TI da Schneider Electric.

Pedro Nobre_Schneider Electric PortugalA complexidade que envolve a integração bem sucedida de software de Gestão de Serviços de TI (ITSM) com a Gestão das Infraestruturas de Centros de Dados (DCIM) é genuína e conhecida. O argumento principal é que o DCIM produz resultados, mas a integração de ITSM torna-o ainda mais valioso.

Não nos esqueçamos que o Big Data e a sua analítica – para não falar da Internet das Coisas – significam que grandes volumes de informação, provenientes de diversas fontes, serão alavancados com vista a tomadas de decisão mais informadas.

E todos, desde o leitor do artigo aos utilizadores comuns, aos decisores de negócio e aos integradores, fazem parte desta tendência em crescendo, porque não há dúvidas, a sede pela informação pronta a analisar o mais depressa possível tem crescido exponencialmente.

O DCIM é, neste momento, reconhecido por ser uma peça valiosa no puzzle dos centros de dados. O desafio que reside dentro da enorme variedade de soluções de DCIM é, justamente, tentar perceber como as integrar com as ferramentas de ITSM já em utilização.

É importante ressalvar a importância que assume a integração com outras plataformas de software, como um fator crítico de sucesso. E a verdade é que os clientes finais necessitam de uma visão mais holística das TI e das dependências das camadas físicas.

Obviamente que o resultado se traduz numa vasta variedade de utilizações para um vasto grupo de clientes de Centros de Dados. Falamos da visibilidade sobre os recursos de potência, arrefecimento e espaço, por forma a otimizar a implementação de hardware nos racks e, ao mesmo tempo, garantir operações sem falhas para máquinas
virtuais e até migrações automatizadas de aplicações para hardware “seguro” em tempo real, no caso de uma falha de potência ou  arrefecimento.

Contudo, a verdade é que, desde que se fala sobre a necessidade de diminuir a fronteira entre as TI e os responsáveis das instalações, que a indústria no seu todo sente dificuldades sobre o mesmíssimo tema – existe uma miríade de especificações, desde os processadores, servidores e armazenamento, até às soluções de ITSM e DCIM, potência e arrefecimento para Centros de Dados e segurança física, que comprovam a complexidade dos Centros de Dados e dos ecossistemas que os que os suportam.

Com a “histórica” separação entre departamentos de Infraestruturas e TI nas organizações, tornou-se cada vez mais importante encontrar meios de convergência entre estes departamentos. Uma maior convergência entre infraestruturas e TI implica necessariamente uma maior aposta no DCIM e ITSM e na sua convergência.

Atribuem-se às plataformas DCIM a função de agregar de forma inteligente toda a informação da infraestrutura, de forma a apresenta-la já preparada e estruturada para as soluções ITSM.

Cabe posteriormente a estas a função de analisar a melhor prestação de serviços e determinar as formas mais eficazes para implementar, configurar e gerir a carga de TI no Centro de Dados.

É claro que têm existido esforços no sentido de se efetuarem integrações importantes com os fornecedores líderes de indústria, para que se consiga garantir uma resposta dinâmica e automatizada para quem possui um Centro de Dados, constantemente forçado a disponibilizar maior capacidade de processamento com menos espaço, menos energia e custos, assim como menores interrupções em serviço.

Há sempre algo mais para fazer, como em tudo na vida. Contudo, a imagem complexa mas em constante evolução do DCIM e a sua capacidade de confluir com o ITSM demonstra uma bonança que trará novidades positivas ao mercado.




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