Armazenamento tende a diminuir nos dispositivos

A opção pelo alojamento de dados na cloud pode mesmo eliminar a necessidade de haver suportes de armazenamento nos PC em muitas situações, dizem vários analistas. Mas a consistência dos serviços de acesso ainda é decisiva.

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Embora sem haver ainda uma perspectiva conclusiva, está aberta a possibilidade de unidades de armazenamento local, como os discos rígidos e SSD, deixarem de fazer sentido em muitos dispositivos ou situações. À medida que cada vez mais utilizadores armazenam dados em plataformas de cloud computing, a necessidade daqueles suportes tende a diminuir.

Na conferência Storage Visions, realizada antes da CES 2015, alguns observadores defenderam que os PC e dispositivos de consumo ainda vão ter necessidade de suportes para dados usados com frequência. Mas os dados menos importantes tendem a ser armazenados em cloud computing e, nessa linha, para outros analistas a tendência para oferecer terabytes de armazenamento em cloud computing revela como os discos rígidos locais e SSD deverão entrar em desuso.

Contudo, isso só funcionará se os pré-requisitos de armazenamento em cloud computing estiverem assegurados, defende Jim Handy, presidente da Objective Analysis, empresa de pesquisa para o mercado de semicondutores. Não é coincidência que os serviços em cloud computing estejam mais disseminados no Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, onde a banda larga e o acesso sem fios (em banda larga) prevalece, diz.

Segundo Matt Bryson, analista da ABR Investments, vários estudos revelam que as velocidades de download sem fio estão a crescer cerca de 28% ao ano, enquanto as capacidades de disco rígido aumentaram 25%.

As empresas não gostam de ter conteúdo armazenado em dispositivos locais, devido ao risco de haver fugas de dados, e aos custos associados com o armazenamento redundante, diz o analista Rob Enderle.

O número de bits nas unidades de SSD tiveram incrementos de 35%, acrescentou. Mas para Rob Enderle, do Enderle Group, as enormes quantidades de armazenamento em cloud computing, oferecidas quase de graça, simplesmente permitem superar tudo.

Existem também constrangimentos de segurança e a necessidade de manter níveis de redundância no acesso aos dados. As empresas não gostam de ter conteúdo armazenado em dispositivos locais, devido ao risco de haver fugas de dados, e aos custos associados com o armazenamento redundante, colocado mesmo junto aos funcionários, argumenta.

Os problemas de conectividade, como as limitações de acesso por Wi-Fi em hotéis e outros locais, estão a desaparecer, segundo o analista. E, lembra Enderle, cada vez que uma empresa aposta em serviços locais, como a Apple fez com os leitores de MP3, perde face a projectos focados no fornecimento de “streaming” de música.

“A tecnologia mais disruptiva no mercado é agora a dos Chromebooks”, baseada no acesso por cloud computing, considera.




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