Cópia privada em debate

Debate decorre ao final desta terça-feira em Lisboa.

CD_morguefileSob o título “Encontro Portugal Digital: como potenciar velhos negócios nas novas plataformas? (sem antagonizar a audiência)”, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) organiza hoje um debate “sobre o futuro dos conteúdos digitais, a necessária mercantilização de que os consumidores têm estado anos à espera e a re-credibilização de uma indústria que pouco mais tem feito do que antagonizar os seus próprios clientes” – isto a propósito da proposta de lei sobre a cópia privada (PL/246).

Segundo a organização, “o comércio online está perfeitamente estabelecido e permite não só a aquisição dos produtos habituais, que ficaram disponíveis neste novo canal, mas também a aquisição de produtos muito especializados que dificilmente se encontrariam de outra forma em mercados pequenos, como tradicionalmente é o do nosso país”.

No entanto, consideram, existe “um subconjunto da indústria que acordou tarde para esta realidade, se é que acordou de facto, e pretende rebater os efeitos colaterais de sua própria inacção – o discurso é o mesmo de há 15 anos – com novos impostos sobre a população, por via da taxação de diversos tipos de dispositivos electrónicos”.

O evento pretende avaliar as “soluções para um mercado de conteúdos moderno, soluções que permitam a aquisição prática e flexível de conteúdos protegidos por direito de autor, sem onerar dispositivos de armazenamento que em muitos casos alojam apenas dados de trabalho ou simplesmente dados pertencentes ao seu proprietário”.

Os oradores confirmados são Mário Jorge Silva (professor universitário no Instituto Superior Técnico), os empreendedores Pedro Ramalho Carlos e Gustavo Homem, José Valverde, presidente da AGEFE, a blogger Maria João Nogueira, os deputados José Magalhães e Michael Seufert, e Rui Seabra, presidente da ANSOL. Pedro Veiga, docente na FCUL, será o moderador.




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