“Acredito que vamos ter entidade gestora das TIC para o sector público”

O director-geral da Oracle em Portugal, Vitor Rodrigues, considera haver o poder político e atenção necessárias para tal, além de outros factores: a pressão para mudar o paradigma de fornecimento de serviços é um deles.

O director-geral da Oracle em Portugal, Vítor Rodrigues, não arrisca uma previsão temporal, mas afirma: “acredito que vamos ter uma entidade gestora das TIC na administração pública”.  Na sua opinião há as condições políticas para isso. Existe um poder político “atento ao tema “ e com força para realizar mudanças.

Mas além disso, há outras condições como “a pressão para reduzir custos” e para “mudar o paradigma de fornecimento de serviços”, tornando – os mais sustentáveis. Outros indicadores a ter em conta , na sua opinião, são o maior poder de decisão concedido à AMA e a presença do GPTIC no conselho  de ministros.

Falando sobre a estratégia do fabricante para o mercado português o responsável revela que um dos vectores de enfoque será precisamente a optimização dasTIC nas organizações: os sectores da Saúde da Educação , da Justiça e da Segurança Social são potenciais áreas de actuação para a Oracle. “Para os países serem mais competitivos os sectores públicos têm de diminuir a suas estruturas de custos”, salienta o director-geral.

Numa reunião com jornalistas, onde revelou algumas novidades da empresa apresentadas durante o Oracle Openworld 2012, o responsável considera que o sector financeiro será particularmente interessante para a actividade e estratégia da empresa em Portugal. “É um sector que “pensa” mais a adopção das tecnologias, mas em 2013 deverá avançar rapidamente”, prevê Vítor Rodrigues. Um dos factores para isso acontecer é a pressão à qual estão sujeitas as instituições para reduzir custos.

O referido sector será um dos vectores de crescimento do fabricante para o ano de 2013 (cujo exercício fiscal já decorre para a Oracle desde Junho) em Portugal. Outro será o do hardware, ou como o fabricante prefere, de “sistemas”.

A empresa está a desenvolver uma estratégia centrada na disponibilização de sistemas convergentes, como elevada integração de componentes de armazenamento, computação e armazenamento e software.O dinamismo criado em torno do hardware também beneficiará os segmentos de software e de serviços.

Fazer crescer “peso” do canal

Entre 60% a 65% das receitas da Oracle em Portugal são realizadas através do seu canal de parceiros. Mas de acordo com o gestor sénior de alianças da empresa em Portugal, Manuel Gonçalves, a organização pretende que este valor incremente.

Tendo isso em vista a empresa reorganizou os seus quadros e criou uma equipa de seis elementos, cujas funções passam por servir de interface com os parceiros de canal. Trata-se de uma estratégia para criar uma “proximidade mais frutuosa” com os parceiros e reforçar a aposta nesse canal.

Os incentivos quantitativos, ou financeiros, não deverão sofrer alterações. Mas segundo o mesmo responsável o Oracle  Openworld trouxe várias novidades nos programas de canal do fabricante para incentivar os parceiros do ponto de vista qualitativo: especialmente referentes à formação de suporte à especialização em tecnologias e serviços.

Segundo a Oracle, 30% do seu volume de negócios na Europa é realizado através do canal. Numa escala global o número atinge os 50%.




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