Em 1988, os governos decidiram deixar a Internet desenvolver-se livremente. Agora querem ter um papel.
O maior sucesso de desregulamentação na história, a Internet, é o alvo de líderes mundiais, como Vladimir Putin, da Rússia, com o objectivo de ganhar o “controlo internacional sobre a Internet”. O confronto está programado para a Conferência Mundial das Telecomunicações Internacionais, no Dubai, em Dezembro. Outros países já questionam por que os engenheiros e voluntários fazem funcionar a Internet, com a supervisão, tal como está, controlada pelos EUA.
A revista Time adverte que este movimento fará o SOPA e o PIPA “parecer um piquenique”. O Wall Street Journal lista propostas de pesadelo como permitir que as empresas de telecomunicações possam cobrar tarifas de longa distância pelo tráfego Internet, regular o “peering” para definir novas taxas e impostos nos acordos de troca de tráfego, e assumirem as funções do Internet Engineering Task Force e de outros grupos que actualmente definem as políticas da Internet. Como se viu nos EUA com o SOPA e o PIPA, os governos e as corporações preferem um calmo “status quo” e a Internet é exactamente o oposto de calma.
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