e-Commerce longe dos objectivos da Agenda Digital

11 de Março de 2011 às 16:52:04 por João Nóbrega

O comércio electrónico entre mercados dos Estados-membro continua distante do que a Comissão Europeia pretende. Em Portugal, apesar das condições para o comércio electrónico terem melhorado, a situação estagnou.

O quinto relatório da Comissão Europeia sobre o estado do consumo no comércio electrónico no mercado europeu constata uma melhoria significativa das condições. No entanto um dos maiores objectivos do organismo europeu parece ainda longe da concretização: o hiato entre as compras realizadas por comércio electrónico a países estrangeiros europeus, continua a alargar-se, tanto considerando os retalhistas como os consumidores. As compras transfronteiras efectuadas na União Europeia apenas evoluiu de 8% do comércio electrónico (2009) para 9% (2010). O objectivo da Agenda Digital é que o valor atinja 20%, em 2015.

Em Portugal, a situação estagnou nos 6% desde 2009, depois de em 2008 4% dos portugueses terem comprado serviços ou artigos de lojas electrónicas estrangeiras. Em contraste, perto de 10% dos portugueses efectuou compras a retalhistas de e-commerce nacionais, em 2010.

A evolução da média europeia sobre o número de indivíduos que adquiriu serviços ou artigo a entidades estrangeiras europeias foi de 6, 8 e 9%, respectivamente para últimos três anos.

O estudo divulgado sugere que uma boa operação de comércio electrónico com um retalhista estrangeiro é um importante motivador de novas experiências. Mas admite haver ainda “importantes obstáculos” no lado da oferta. Um deles é a redução de retalhistas a venderem para o estrangeiro.

O índice das condições para a utilização do comércio electrónico em Portugal melhorou dois pontos percentuais segundo o mesmo relatório. Mesmo assim, 34% dos consumidores deparou-se com publicidade enganadora, enquanto apenas 28% dos retalhistas utilizadores teve a mesma experiência.

Num âmbito geral a utilização do e-commerce continua a abaixo da média europeia: 10% dos consumidores usam, enquanto a média europeia é de 40%; 31% dos retalhistas usam para fazer compras, mas média europeia está nos 53%.

A conformidade dos retalhistas portugueses com a legislação é boa, segundo o estudo da Coimissão, mas mesmo assim, há indicação de ter havido três violações – num universo de 17 operações de controlo efectuadas.

A “ficha” do Estudo sobre Portugal


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