Nova especificação poderá permitir a visualização destes filmes na sala de estar, através da Internet ou por satélite.
Os filmes em 3D poderão em breve chegar aos PCs e aos aparelhos de TV, através de “streaming” da Internet ou por satélite, graças ao novo standard de compressão de ficheiros de vídeo que está a ser desenvolvido na Alemanha.
Investigadores do Heinrich Hertz Institute (HHI) estão a desenvolver a nova norma de compressão de vídeo MVC (Multiview Video Coding), que poderá fazer com que filmes de vídeo em 3D comprimidos possam ser transmitidos através da Internet ou de sistemas de satélite sem quaisquer cortes ou interrupções. A cargo da investigação está o Fraunhofer Institute for Telecommunications, que faz parte do HHI.
Estão a ser criados filmes e outros conteúdos em 3D para novos dispositivos, como a televisão 3D e os leitores de Blu-ray em 3D, mas continua por encontrar uma forma eficiente de transmitir estes conteúdos através de redes de banda larga, diz o instituto.
Este tipo de conteúdos exige muito mais largura de banda do que os tradicionais feeds de vídeo, e muitos consideram que uma grande percentagem das casas não tem capacidade para reproduzir streaming de filmes em 3D.
O standard MVC poderá, assim, vir a resolver as questões relacionadas com a qualidade do serviço e com o buffering do vídeo, ao comprimir os filmes 3D e convertê-los em ficheiros que podem ser transmitidos através de redes de banda larga.
O truque é carregar os ficheiros rapidamente, para que assim o vídeo 3D possa ser visualizado em interrupções, sendo que a norma empacota o vídeo 3D em duas imagens separadas, uma para cada olho, algo que é necessário para que se obtenha o efeito estereoscópico do 3D. O standard MVC ajuda a reduzir a taxa de bit de forma significativa, o que permite transmitir os filmes mais rapidamente.
Os mais recentes leitores Blu-ray e aparelhos de TV para 3D serão, assim, capazes de descodificar as imagens separadas dos filmes codificados através do MVC, permitindo a sua visualização sem perda de efeito 3D.
“A primeira visualização corresponde ao sinal que a televisão existente consegue receber, sendo que a segunda visualização seria ocultada de maneira a que apenas os novos receptores a possam utilizar”, descreve Thomas Schierl, cientista do HHI.
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