Militares querem maior influência sobre ciber-infra-estruturas privadas

27 de Agosto de 2010 às 17:46:21 por computerworld

Depois do “.mil”, Pentágono quer aplicar a sua experiência em segurança nos domínios “.gov” e “.com”.

Os organismos militares norte-americanos querem poder exercer maior influência sobre a protecção de redes eléctricas, redes de transporte viário e sistemas de redes financeiras, de acordo com um documento do Pentágono publicado esta semana na revista Foreign Affairs.
Para o poder fazer, o Pentágono apela a que a sua experiência em segurança seja aplicada para além do domínio “.mil”, estendendo-se aos domínios “.gov” e “.com”, e pede agora aos diversos organismos que encontrem a melhor forma de o fazer.
As razões prendem-se com o facto de os militares precisarem de recorrer a estas redes para interagir com fornecedores e recearem que se tornem potenciais alvos de ataques, como explica William J. Lynn III, subsecretário de defesa, no documento intitulado “Defending a New Domain”.
“Proteger estas redes e outras que interajam com infra-estruturas críticas dos Estados Unidos deve ser algo prioritário para a estratégia de segurança doméstica de Washington”, sustenta J. Lynn, que defende que, uma vez que as
agências militares dependem destas redes, a experiência do Pentágono deverá ser aplicada nestas infra-estruturas, embora não tenha adiantado de que forma tal objectivo poderia ser posto em prática.
“Nem mesmo os melhores planos para a defesa das redes militares terão qualquer importância se as infra-estruturas civis – susceptíveis de serem atacadas durante um conflito militar ou sequestradas para serem usadas como moeda de troca – não forem seguras”, defende o mesmo responsável.
Na sua opinião, “o Departamento de Defesa depende da infra-estrutura de tecnologias da informação global dos Estados Unidos. Como tal, o Pentágono está a trabalhar em parceria com o Departamento de Segurança Interna e com o sector privado com o objectivo de encontrar formas inovadoras de utilizar as capacidades de diber-defesa dos organismos militares para proteger a indústria da defesa”.

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