Cresce o número de mulheres que aderem à Internet através do telemóvel

27 de Agosto de 2010 às 17:50:11 por computerworld

O número de mulheres que acede à Web do seu smartphone cresceu 575% em dois anos.

O número de mulheres que acedem à Internet através dos seus telemóveis está a crescer a um ritmo muito superior ao dos homens, de acordo com um estudo recentemente realizado pela Opera Software junto de utilizadores do seu browser Mini. Em dois anos, o número de mulheres utilizadoras do Mini cresceu 575% contra o aumento de 233% registado entre os utilizadores do sexo masculino. Dos países estudados, a África do Sul foi o que maior número de utilizadores do sexo feminino registou (43,5%), seguido dos Estados Unidos, Rússia e Reino Unido.
O inquérito, enviado para o telemóvel dos utilizadores do Mini, foi lançado em nove idiomas diferentes para 15 países. No dia 10 de Agosto, 300 mil respostas tinham sido já recolhidas, de acordo com a Opera.
No outro extremo do estudo surgem a Índia, Nigéria, China e o Vietname como os países com a menor quota de utilizadores do sexo feminino. Na Índia e Nigéria, as mulheres representaram apenas 4% e 5,4 % dos utilizadores, respectivamente.
De acordo com a Opera, de uma maneira geral, as pessoas tornaram-se mais abertas ao conceito de navegar na Internet a partir do telemóvel. Entre as razões, poderão estar o alargamento da oferta dos operadores móveis e uma maior cobertura do fenómeno por parte dos meios de comunicação, diz a empresa.
O número crescente de utilizadoras deve-se, sobretudo, às aplicações que vão surgindo para dispositivos móveis e não tanto ao hardware, como defende Roberta Cozza, analista principal da Gartner Research. Não basta lançar telemóveis cor de rosa para atrair as mulheres, há que desenvolver aplicações úteis que, por exemplo, as ajudem a conciliar o trabalho com os deveres familiares, sustenta a analista.
As redes sociais e o uso de serviços de localização estão também a contribuir para uma maior adesão por parte do sexo feminino, sendo que o seu aumento de poder de compra está também a estimular a aquisição de smartphones entre as mulheres, conclui Cozza.

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