Quando o BI centralizado nem sempre é a melhor solução

25 de Agosto de 2010 às 12:01:16 por computerworld

As soluções de BI departamentais não colidem necessariamente com as soluções centralizadas.

A escolha da melhor ferramenta de business intelligence (BI) é uma questão complexa e que costuma confundir as empresas. Frequentemente, as empresas optam por uma suite de BI quando na verdade não é disso que necessitam. “Em muitos casos, o que a empresa precisa na realidade é de uma solução mais focalizada na gestão dos dados centralizada e não de uma solução de BI”, afirma o analista sénior da consultora canadiana Info-Tech Research, George Goodall.
Outra situação complicada ocorre quando a empresa se vê envolvida num debate interno sobre a necessidade de adoptar uma ferramenta de BI que abranja toda a organização ou apenas soluções específicas para cada departamento. De acordo com Goodall, uma decisão não deve excluir a outra, defendendo o analista que o BI centralizado é necessário para processos que afectem todos os departamentos, como a logística e o departamento financeiro, enquanto as ferramentas departamentais resolvem questões e necessidades específicas.
O CEO do fabricante canadiano de BI Panorama Software, Navi Azarya, afirma que algumas situações ajudam a definir se a empresa precisa de uma ferramenta departamental ou de uma solução corporativa. A escolha passa por questões como a quantidade das informações que serão geradas, a complexidade dos dados que precisam de ser analisados – e de que forma – e a necessidade de integração.
Azarya ressalta que, nos últimos anos, um número crescente de organizações tem optado por um BI centralizado. Contudo, o CEO da Panorama afirma que, pela sua própria experiência no mercado, nem sempre este modelo atende às necessidades de todas as áreas de negócio. “A consolidação dos ambientes de business intelligence não resolve problemas de todos os executivos, mas ajuda a reduzir custos e a gerir as informações de forma menos complexa”, avalia.
Quando a empresa opta pela implementação de um único BI, o melhor caminho é determinar as necessidades específicas de cada departamento, com o intuito de escolher a solução que atenda ao maior número de requisitos, defende Azarya. Para isso, o ideal é envolver as TI, os analistas de negócio e os principais utilizadores das diferentes áreas no momento de definir qual a ferramenta a adoptar.
A Panorama dá suporte aos serviços PowerPivot e Analysis da Microsoft, concebidos a pensar nos utilizadores departamentais de BI. A empresa também fornece serviços de análise SQL Server 2005, mais vocacionados para as soluções de BI centralizadas. Azarya prevê que, dentro de três a cinco anos, a Microsoft acabará por fundir as duas ferramentas, passando assim a disponibilizar aos clientes uma oferta de BI integrada e mais rica. E o CEO da Panorama não considera a questão da duplicação de relatórios por toda a organização um problema, uma vez que a utilização de um portal para a gestão da informação por papel de utilizador elimina essa inconveniência.
O analista da Info-Tech Research concorda que as soluções de BI departamentais não colidem necessariamente com as soluções centralizadas. Os relatórios departamentais contêm, frequentemente, mais recomendações do que números, o que não coloca em perigo a visão mais abrangente do que se passa na organização.

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