O despedimento do CEO da HP, Mark Hurd, evoluiu para uma nova situação com a administração da empresa a ser processada por gestão danosa, por um accionista.
O escândalo Hurd na HP resultou numa queda de perto de 7% do valor das suas acções, na semana passada. Um accionista da empresa – Brockton Contributory Retirement System – não gostou da gestão da ocorrência, que levou à perda de 9 mil milhões de dólares em valor, e processou os administradores. As páginas da novela, conhecidas para já, desenvolvem-se balizadas por contradições entre as declarações da administração e de Hurd (ou das suas pessoas mais próximas). De outra perspectiva, o corpo administrativo pode não ter tido alternativa: de acordo com algumas fontes, os requisitos para concretizar contratos com entidades do Estados são cada vez mais exigentes. Não só em termos de conformidade como em termos de ética nos negócios, e governação corporativa. Assim, não seria de estranhar que a administração tenha optado por sacrificar Hurd – em quem perdeu confiança. Ao mesmo tempo, por temer outras revelações nocivas posteriores, não quis arriscar a associação com Hurd. As empresas norte-americanas estão sempre a ser avaliadas, e para o estado é cada vez mais importante perceber como os prevaricadores são tratados e castigados na empresas. Neste sentido, há quem esteja a associar a opção administrativa a outro facto: no princípio de Agosto, a empresa chegou a acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar um processo, mediante o pagamento de 50 milhões de dólares por parte da empresa. A instituição governativa acusou a HP, a Sun e Accenture de terem pago subornos entre para obterem vantagens no concurso a contratos públicos.
Ora dias mais tarde, a administração votou pela saída de Mark Hurd, por este ter chegado a um acordo com uma ex-funcionária de marketing, Jodie Fischer, depois de esta o ter acusado de assédio sexual. Da perspectiva da administração, ela ficaria assim impedida – pelas obrigações de contrato entretanto estabelecidas entre Hurd e Fischer –, de aprofundar a sua investigação para averiguar eventuais culpas do ex-CEO.
Para já a CFO Cathie Lesjak acumulou, interinamente, o cargo de CEO e ainda não foi confirmado qualquer substituto de Hurd. Contudo nos rumores já são veiculadas algumas propostas.
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