Maria João Tavares
Directora-geral
Infor
Actualmente, a maioria das soluções de planeamento de vendas e operações (S&OP) continuam a ser realizadas através das folhas de Excel, como demonstra um estudo da Aberdeen Group, onde se refere que 85% do planeamento de vendas e operações foi realizado recorrendo a folhas de Excel. Este factor conduz a situações negativas, pois cerca de 60% do tempo gasto em S&OP foi dispendido em actividades como a importação e exportação manual de dados, surgindo depois a necessidade de validar e seleccionar a informação.
Esta abordagem, baseada em folhas Excel, é extensa no que se refere a esforços e curta relativamente ao retorno. Não oferece uma análise pro-activa, não pode ser integrada em toda a empresa, sofre de uma integridade de dados pobre e consequentemente fornece um relatório com fraquezas. Por outro lado e em paralelo, as folhas de Excel raramente são fáceis de utilizar.
Esta situação contrasta com o que as empresas realmente necessitam do seu S&OP: a capacidade de explorar rápida e correctamente cenários “e se” em toda a empresa.
Agora que os sistemas subjacentes amadureceram, por forma a oferecerem uma alternativa às folhas de Excel, o que devemos procurar no que se refere a tecnologias de apoio aos processos S&OP?
Em primeiro lugar, uma empresa necessita de conjugar informação proveniente de diversas fontes, colocando-a depois numa hierarquia comum, o que quer dizer que todos os departamentos relevantes não podem apenas introduzir informação, devendo também retirar a sua própria análise no formato e na linguagem que já utilizam.
Na verdade trata-se de dois processos combinados. O primeiro é aglomerar a informação de departamentos diferentes, sendo que estes vão utilizar sistemas e tecnologias díspares; desde sistemas ERP para produção de sistemas CRM em marketing, soluções SCM na gestão da procura e software financeiro na contabilidade.
Em segundo lugar, a imposição de uma “hierarquia comum”quer dizer simplesmente que a informação é conjugada de forma a que todos os departamentos falem a mesma linguagem. Este factor exige um quadro aberto onde os dados de um sistema possam ser movidos e utilizados por outro, sem criar uma nova dor de cabeça de integração. A Arquitectura Orientada para os Serviços (SOA) é a mais promissora destes “frameworks” tecnológicos uma vez que oferece potencial para a integração aberta em moldes normais.
É ainda importante que a hierarquia trabalhe com níveis de detalhe relevantes para os decisores. A gestão sénior tem a ver com grupos de produtos, desempenho regional e horizontes de 18 meses. Gestores funcionais irão querer conhecer todos os detalhes subjacentes e ter acesso aos clientes, produtos e encomendas actuais. A falta de capacidade de construir estratégia e operações foi tradicionalmente uma das fontes de frustração para os profissionais de S&OP.
O S&OP ajuda as organizações a alinharem planos estratégicos e a sua execução operacional, permitindo ainda a esses planos serem promulgados para o melhor método possível para benefício dos clientes e da empresa.
O S&OP tornou-se um processo empresarial essencial para minimizar o risco na cadeia de fornecimento. A realidade é que em qualquer processo de planeamento operacional existem múltiplas formas de ir ao encontro do que o cliente necessita. Mas qual o melhor plano? Aquele que oferece a confiança de que a empresa explorou todas as alternativas possíveis e encontrou “o plano” ideal.










