IBM e Carnegie Mellon em investigação de sensores e análise de dados

29 de Julho de 2010 às 19:30:21 por computerworld

Investigação colaborativa para desenvolver sistemas de monitorização para edifícios, linhas de água e outras infra-estruturas.

A IBM e a universidade norte-americana de Carnegie Mellon (CMU) anunciaram hoje em comunicado que “vão criar um laboratório de investigação colaborativa na universidade para criarem tecnologias que ajudem cidades, governos e indústrias em todo o mundo a desenvolverem infra-estruturas mais inteligentes”. O IBM Smarter Infrastructure Lab (ISIL) deve estar operacional no Outono.
“Os investigadores coleccionarão e analisarão quantidades massivas de informação sobre a condição física e eficiência energética dos edifícios, condutas de água e outras infra-estruturas”, dizem as empresas, sendo que uma das iniciativas programadas passa pela “exploração de infra-estruturas físicas com redes de sensores digitais inovadores que produzirão grandes quantidades de informação que serão adquiridas em tempo real e integradas com ferramentas analíticas avançadas”.
O ISIL irá focalizar-se em duas áreas de investigação, explica Wayne Balta, vice-presidente da IBM responsável pelos assuntos de ambiente empresarial e segurança de produtos. O laboratório irá desenvolver sensores capazes de produzir mais dados sobre o estado da infra-estrutura, bem como criar software e processos de sistema que permitem analisar os dados de forma a que administrações públicas, cidades e municípios façam uma gestão mais eficiente das suas infra-estruturas.
Os sistemas de esgotos e de distribuição de água, as redes eléctricas, edifícios, estradas e outras formas de infra-estrutura poderão beneficiar de uma análise computacional mais aprofundada, defende Wayne Balta, dando o exemplo de sensores capazes de apontar com exactidão a existência de uma rotura numa conduta de água, que assim poderia ser rapidamente reparada.
A IBM não refere de que forma vai contribuir para o novo projecto, mas deverá ser através de know-how proveniente da sua unidade IBM Research, bem como de hardware e software para o laboratório. Já a universidade contribuirá para o laboratório com peritos académicos em engenharia, arquitectura, administração pública e gestão. O laboratório irá, ainda, convidar peritos governamentais para participarem também no projecto.
A IBM espera que a tecnologia e conhecimentos que vão emergir do novo laboratório ajudem a companhia a implementar sistemas infra-estruturas mais inteligentes, refere Balta. Os países do Terceiro Mundo começam agora a criar infra-estruturas modernas e serão eles os que mais poderão beneficiar destas novas tecnologias, já que não seria necessário proceder a quaisquer modificações nos edifícios e estradas em construção.
O laboratório faz parte de um programa de estímulo económico da Comunidade da Pensilvânia, denominado Pennsylvania Smart Infrastructure Incubator, que tem por objectivo desenvolver novas tecnologias para infra-estruturas. A ser instalado no espaço do departamento de Engenharia Civil e ambiental da universidade, o laboratório deverá estar completamente operacional já no próximo Outono.
Esta não é a primeira iniciativa da IBM referente ao desenvolvimento de tecnologias para infra-estruturas inteligentes. O laboratório de investigação da IBM já desenvolveu um sistema de previsão de tráfego urbano que está, actualmente, a ser testado num número alargado de cidades, incluindo Singapura. Este sistema consegue recolher informações junto de vários sensores instalados em redes viárias e, usando um modelo de fluxo do tráfego para essa cidade, prever onde os engarrafamentos vão correr. Este tipo de informações dá aos departamentos de gestão de tráfego o tempo necessário para realizarem ajustes a esse tráfego, através da colocação de sinais que sugerem vias alternativas, como descreve a investigadora da IBM, Laura Wynter.

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