Resultados dos inquéritos às TIC na administração pública em 2009

26 de Julho de 2010 às 15:42:14 por Pedro Fonseca

Só 51% dos organismos da administração pública central efectua cópias de segurança dos seus sistemas de informação em locais exteriores.

Os resultados da edição de 2009 dos inquéritos sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na administração pública central (APC), regional e nas câmaras municipais foram divulgados pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento. Os inquéritos decorreram de Julho a Outubro de 2009 e “tiveram as taxas de resposta de, respectivamente, 99%, 100% e 88%”, referiu a UMIC no seu sítio Web.
Do resumo dos resultados, aquele organismo salienta que “todos os organismos da APC e regional e as câmaras municipais dispõem de ligações à Internet, sendo as ligações em banda larga, respectivamente, 96%, 88%, 99%”.
De 2005 para 2009, os organismos com ligações superiores ou iguais a 2 Mbps aumentaram 83% na APC, 62% na Madeira, 40% nos Açores e 85% nas câmaras municipais.
85% na APC e 78% na Madeira e 92% nos Açores têm organismos que comunicam pela Internet com empresas, enquanto apenas 77% na APC e 76% na Madeira e 74% nos Açores o fazem com cidadãos.
Entidades que “dispõem e utilizam” de equipamento de videoconferência são 34% na APC, 29% nos Açores e 6% na Madeira.
Já os “organismos que asseguram cópias de segurança dos seus sistemas de informação em locais exteriores” são 51% na APC, 71% nos Açores, 49% na Madeira e 48% nas câmaras municipais.
No caso dos que realizam encomendas de bens e serviços através da Internet, são 52% na APC, 36% das câmaras municipais, 29% nos Açores e 9% na Madeira.
Na APC, 36% tem sistemas operativos e servidores de Internet com software aberto e 48% para outros tipos de aplicações. Esta percentagem baixa para 24% na Madeira e 13% nos Açores para sistemas operativos e servidores, e 35% na Madeira e 21% nos Açores para outros tipos de aplicações. Nas câmaras municipais, 50% usam-no para sistemas operativos, 39% para servidores e 58% para outras aplicações.
Ainda segundo a UMIC, “nas câmaras municipais, a Internet é fundamentalmente utilizada para actividades de pesquisa e de comunicação: procura e recolha de informação/documentação (98%), correio electrónico (97%), troca electrónica de ficheiros (96%), comunicação externa com outros municípios, juntas de freguesia e organismos da APC (82%), acesso a bases de dados (82%), interface com o cidadão (72%)”.
Já “as actividades realizadas através da Internet que mais cresceram nas câmaras municipais foram: compras electrónicas (mais de três vezes e meia superior a 2005, agora em 50% das câmaras); venda de bens e serviços (dobro de 2005, agora em 25% das câmaras)”.
Finalmente, “os principais serviços disponibilizados em sítios de câmaras municipais na Internet são: download e impressão de formulários (90%, mais 29% do que em 2005); correio electrónico (82%); consulta pública pela Internet (65%, mais 81% do que em 2005); subscrição de newsletters na Internet (60%, mais 88% do que em 2005); inquéritos aos cidadãos pela Internet (39%, mais 50% do que em 2005); preenchimento e submissão de formulários online (37%, com um aumento de 76% desde 2005); acompanhamento de processos de obras particulares (29%); pedidos de recolha de lixo e limpeza de ruas (26%); fóruns de discussão entre o executivo camarário e os cidadãos (14%, mais 40% que em 2005)”.

Imagem (fonte): Relatório da Capgemini preparado para a Direcção-Geral de Sociedade da Informação e Media da Comissão Europeia, Novembro 2009.

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