Luis Casado
Director de Marketing
HP LaserJet & Enterprise Solutions, Imaging & Printing Group, EMEA.
Uma pausa, o convívio com colegas e o ambiente de trabalho podem ter um impacto positivo sobre a produtividade nas empresas.
São realmente as pequenas coisas que fazem a diferença no nosso dia de trabalho, e também podem fazer uma diferença positiva na rentabilidade. Esta é a conclusão de uma série de pesquisas académicas e destaques de um estudo europeu encomendado pelo Grupo de Imagem e Impressão da HP, para obter resultados sobre a forma inusitada e não reconhecida como as pequenas e médias empresas (PMEs) geram valor durante o dia de trabalho.
A pesquisa foi encomendada como parte da campanha “LaserJet Pays You Back” da HP, realçando o – muitas vezes desconhecido – valor que a gama de impressão HP LaserJet tem trazido para as PMEs em todo o mundo, há mais de 25 anos.
A pesquisa da HP – que abrangeu 11 países de EMEA – revelou o retorno de investimento (ROI) por trás de uma série de práticas e acções que as empresas geralmente não associam à criação de valor, tal como uma ida ao ginásio (37% dos inquiridos associa o ROI a essa actividade), o trajecto para e do trabalho (47%) e, ainda, a presença de vasos de plantas ou flores no escritório (55%)!
Pesquisa sobre a eficiência no trabalho
No clima económico actual, algumas empresas têm especial dificuldade em proporcionar aos trabalhadores benefícios de motivação tradicionais, tais como bónus ou aumentos salariais anuais. Entender o que motiva e ajuda os funcionários a desempenhar, de forma eficiente, o seu trabalho pode ajudar os empregadores a encontrar formas de manter a produtividade, mesmo em tempos de desafios económicos.
Segundo a pesquisa, no que diz respeito às pausas, é o tipo de pausa que faz a diferença. Os resultados mostram que as pausas curtas durante o dia de trabalho são as mais eficazes, no que diz respeito à geração de eficiência no trabalho. Com a pausa para o café da manhã ou a maneira como usufruem da hora de almoço, os funcionários revelaram que as actividades de pausa durante o dia de trabalho, podem ser 79% mais eficazes em termos de geração de ROI, do que outras actividades desenvolvidas fora do horário de trabalho.
O estudo revelou também uma forte correlação entre a capacidade de relacionamento com os colegas e a eficiência no trabalho. Em geral, os inquiridos consideraram que as horas de almoço com os colegas (60%) são três vezes mais produtivas do que a hora do almoço sózinho (20%). O mesmo pode ser dito, ao avaliar as respostas sobre sair com ou sem os colegas depois do trabalho. Sair com os colegas depois do trabalho é 57% mais eficiente (pelo menos em termos de ROI) do que ir sózinho!
Segundo o Dr. Michal Bashshur, Psicólogo Organizacional e professor assistente na Universidade Pompeu Fabra em Barcelona, Espanha, o simples acto de sair com os colegas, proporciona aos empregados a oportunidade de se libertar e expressar o descontentamento com o seu trabalho, o que facilita a desinibição e a libertação de stress.
Em muitos aspectos, são realmente os pequenos gestos que contam. Os entrevistados acham que uma cadeira confortável é tão importante quanto o funcionamento do PC – 91% responderam que ambos os itens o fazem pouco ou muito mais eficiente no trabalho. Em termos de benefícios no local de trabalho, os trabalhadores acham que as suas imediações têm um maior impacto na produtividade em comparação com o escritório local. Por exemplo, café fresco (64%) e vasos de plantas/flores (55%) contribuem mais para a produtividade no local de trabalho do que a localização do escritório perto de lojas ou restaurantes (38% e 34% respectivamente).
Reduzir o risco e aumentar a produtividade
O Dr. Bashshur explica que o aumento dos recursos pessoais e níveis de discrição, durante a execução de tarefas diárias no trabalho, pode diminuir o potencial de esgotamento emocional(1).
“Cada pessoa é construída com poucos recursos pessoais que lhes permitam concluir as suas tarefas diárias no trabalho”, afirma Bashshur. “Se os empregados não são capazes de recuperar os recursos psicológicos perdidos, podem perder os seus níveis de energia e ficarem cada vez mais desgastados para executar as suas tarefas diárias, levando-os eventualmente a um esgotamento”.
Uma solução é simplesmente fazer uma pausa! Mesmo tendo uma pequena pausa no trabalho, para tomar um café ou almoçar com (ou sem) um colega pode ajudar a restaurar os recursos pessoais.
Gerar ROI
Encorajar os funcionários a fazer uma pausa pode fazer diferença em termos de produtividade no trabalho, mas como as empresas podem gerar mais retorno de investimento (ROI)? Aqui estão algumas dicas para as empresas que desejam obter maior valor de dentro da sua própria organização:
1. Deixe tudo sair – dê-me um tempo
Regulação de emoções em empregos que exigem altos níveis de positivismo, tais como representantes de vendas ou atendimento ao cliente, são particularmente drenagem num dos recursos pessoais(2). Encorajar os funcionários a tirar uma pausa, antes de se começarem a sentir sub-carregados, vai ajudar a manter o seu desempenho, controlar o stress e fadiga, diminuindo o potencial futuro esgotamento.
2. Dar uma mão – ajudar um colega
De acordo com um estudo(3) da Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Konstanz, a experiência de ajudar os outros pode ajudar os empregados a sentirem-se melhor consigo mesmos e ajuda a travar o esgotamento. Os resultados também sugerem que, mesmo a ideia de que as acções dos empregados estão a ajudar outros colegas ou a sociedade é benéfico e com episódios históricos para demonstrar como as suas acções estão a beneficiar outros, podem ter o mesmo efeito na prevenção da exaustão emocional.
3.Incentive os seus funcionários ao voluntariado
Um em cada três europeus e um em cada quatro cidadãos americanos gasta uma ou mais noites por semana em actividades não remuneradas, em que ele ou ela ajuda outra pessoa, grupo ou causa, como por exemplo, a treinar uma equipa de desporto ou a conduzir uma reunião de grupo de auto-ajuda(4). Uma pesquisa da Universidade de Konstanz, na Alemanha(5) mostra que a quantidade de tempo gasto em voluntariado, depois do trabalho, está positivamente relacionado com a possibilidade de separar a parte psicológica do trabalho e foi positivamente relacionado com a escuta activa no trabalho no dia seguinte. A pesquisa sugere que ser capaz de se separar totalmente de um trabalho à noite também aumenta o bem-estar do funcionário no trabalho, permitindo-lhes reagir mais positivamente com os colegas de trabalho.
4. Pense Positivo
Ajudar os seus colaboradores e colegas a pensar positivo sobre o emprego pode ter mais impacto do que apenas uma boa atitude. O estudo feito a 358 funcionários(6) que trabalham com pessoas com necessidades especiais, concluiu que o reflexo positivo está directamente relacionado com o comportamento pró-activo, tal como tomar a iniciativa e ser criativo no trabalho.
A investigação, encomendado pela HP, confirma o forte impacto que as pausas, o contacto informal com os colegas e o ambiente no escritório têm sobre a produtividade no local de trabalho.
As implicações numa perspectiva de negócio são atraentes – são, na verdade, os pequenos gestos que podem fazer a diferença, até na rentabilidade. O mesmo pode ser dito da série de impressoras HP LaserJet – subtilmente, ajudam as empresas a gerar retorno de investimento há mais de 25 anos.
1) Grant, Adam M., Sonnetag, Sabine. (18 de Agosto de 2009) Doing Good Buffers Against Feeling Bad: Pro-social Impact Compensates for Negative Task and Self Evaluations. Organizational Behaviour and Human Decision Processes 111 13-22.
2) Beal, Daniel J., Green, Stephan G., Trougakos, John P., Weiss, Howard M. (2008) Making the Break Count: An Episodic Examination of Recovery Activities, Emotional Experiences, and Positive Affective Dispalys. Academy of Management Journal, Vol. 51. No. 1, 131-146.
3) Grant, Adam M., Sonnetag, Sabine. (18 August 2009) Doing Good Buffers Against Feeling Bad: Pro-social Impact Compensates for Negative Task and Self Evaluations. Organizational Behaviour and Human Decision Processes 111 13-22.
4) TNS Infratest 2007; United States Department of Labor 2009
5) Binnewies, Carmen, Lorenz, Christian, Mojza, Eva J., Sonnentag, Sabine. (2010). Daily recovery experiences: The role of volunteer work during leisure time. Journal of Occupational Health Psychology, Vol 15(1), Jan. 2010. pp. 60-74.
6) Carmen Binnewies, Sabine Sonnentag, Eva J Mojza (2009). Feeling recovered and thinking about the good sides of one’s work. Journal of Occupational Health Psychology, Vol 14(3), pp. 243-256.










