Google adquire Metaweb para reforçar serviço de busca

19 de Julho de 2010 às 15:50:19 por computerworld

Microsoft não fez comentários sobre a continuidade da sua relação com a Metaweb.

A  Google anunciou no final da passada semana a compra da Metaweb, uma empresa que mantém uma base de dados que vende a operadores de websites, para que agreguem conteúdos sobre tópicos específicos nos seus sites. O custo da aquisição não foi revelado.
Como costuma acontecer com as aquisições do Google, a Metaweb informou que continuará a dar apoio aos seus actuais clientes, mas não aceitará novos clientes durante o período de integração com o Google. Entre os clientes da Metaweb está a Microsoft, que utiliza os seus produtos para fornecer respostas instantâneas através do seu site de pesquisas Bing.
A funcionalidade de respostas instantâneas permite apresentar respostas a questões introduzidas no topo da página do Bing, antes da listagem com os resultados da pesquisa.
A Microsoft ainda não fez qualquer comentário quanto à continuidade da sua relação com a Metaweb agora que a empresa foi adquirida pelo seu concorrente Google. Esta diz, por seu turno, que a Metaweb irá ajudá-lo a fornecer aos clientes melhores respostas a questões mais complexas colocadas no seu motor de busca.
Numa mensagem publicada no blogue da empresa, o director de gestão de produtos Jack Menzel explica o interesse da Google pela Metaweb: “a Web não é apenas feita de palavras – é informação sobre coisas do mundo real. E compreender as relações entre as entidades do mundo real pode ajudar-nos a disponibilizar às pessoas informação mais relevante e de uma forma mais rápida”.
Mas a pesquisa por frases como “universidades privadas com propinas abaixo dos 300 euros por mês” é mais difícil de satisfazer, diz o mesmo responsável, pelo que “adquirimos a Metaweb, porque acreditamos que, trabalhando em conjunto, conseguiremos dar respostas a este tipo de questões”.
Entre os actuais produtos da Metaweb encontra-se uma ferramenta que permite aos clientes da empresa adicionarem aos seus sites ou blogues caixas de informação sobre qualquer tópico, permitindo assim aos operadores do site consultarem determinadas fontes de conteúdos, tais como o Twitter e o Hulu, bem como personalizar feeds de dados.
O interesse da Google pela empresa foi motivado também pela Freebase, uma base de dados aberta que reúne informações sobre 12 milhões de pessoas, lugares e “coisas”. Qualquer pessoal pode contribuir para esta base de dados e licenciá-la, usando os dados nos seus próprios sites. A Google diz que vai continuar a manter a Freebase como uma base de dados gratuita e aberta, planeando mesmo desenvolvê-la.

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