Sofia Velasco
Corporate Marketing & Communication Manager
OKI Systems (Ibérica)
Esta tem sido a postura das empresas um pouco por todo o mundo e a tendência dos novos tempos. A globalização, a “nova” realidade financeira do mercado, a contínua evolução e exigência tecnológica, a competitividade e as preocupações ambientais, são factores, entre outros, que levam à adopção de novas políticas de poupança e redução de custos, em detrimento de políticas de aumento de preços – promovendo a consequente expansão do outsourcing aplicado às mais diversas áreas.
O mercado global disponibiliza e a economia assim exige: que para existirem, as empresas dediquem-se ao que é o seu core business, o seu negócio, e externalizem serviços de áreas importantes para o funcionamento do negócio mas que não são a sua especialidade e competência, sejam os recursos humanos, as tecnologias de informação, os call-centers, a comunicação e o marketing, ou outra. Esses serviços – não sendo como referido o seu core business – podem ser o factor de diferenciação na qualidade de serviço e tecnológica que leva à sua preferência.
Mais do que ganhar negócios e subir preços, hoje, a competitividade levou à necessidade da permanente análise e redução de custos mas com a mesma qualidade – ou superior – e cuidados ambientais acrescidos que proporcionem a todos uma certa sustentabilidade. O outsourcing permite assim incrementar o know-how das empresas tornando-as tecnologicamente mais competitivas, assim como agilizar processos, reduzir custos, poupar tempo e recursos humanos, ter a garantia do usufruto das melhores práticas tecnológicas e ambientais e assim, dedicarem-se ao seu negócio.
O outsourcing de impressão é hoje um exemplo de uma nova área, que há uns anos não era privilegiada aquando da estratégia e planeamento das empresas. De facto, hoje, a consciência é de que a impressão vai sempre continuar a existir no seio das empresas e num âmbito profissional, com graus de exigência cada vez superiores, seja em termos de qualidade, seja em termos de rapidez, funcionalidades e versatilidade. Isto leva-nos a verificar que, se contabilizados os custos associados a esta área, poupanças de 40% podem significar a necessária redução de custos e o equilíbrio no desvio de uma maior parcela do budget interno para o que é fundamental para o negócio. Não há necessidade de aumentar preços para manter as equipas, as empresas e os negócios, mas sim reduzir custos e desperdícios, melhorar desempenhos, garantindo a excelência dos seus negócios em todos sentidos.
Segundo um estudo da entidade CEBR* sobre o mercado da impressão na EMEA, uma impressão mais inteligente permitiria às empresas portuguesas economizar entre 95 a 189 milhões de euros por ano. De acordo com o mesmo estudo, em Portugal os sectores que sairão mais beneficiados com uma impressão mais eficiente, são a Administração Pública e Defesa com 28 milhões de euros; a Educação com 27 milhões de euros; e a Banca e Finanças com 13 milhões de euros.
O outsourcing de impressão é mais do que uma ideia ou uma simples opção: tornou-se actualmente numa ferramenta base em muitos negócios, que ajuda as empresas a libertarem-se para o que é o seu core business; que poupa tempo e recursos alocados à procura dos melhores preços e a instalar/configurar equipamentos, consumíveis e software; que permite controlar os custos mediante soluções de pagamento apenas do que imprime ao preço que contratou – e se não imprimir… não paga – e que permite usufruir de equipamentos tecnologicamente avançados, muitos deles, como no caso da OKI, com tecnologias proprietárias líderes de mercado, como o LED, Single Pass e o High Definition Colour, e amigas do ambiente, como o recentemente introduzido Modo de Hibernação (que oferece um consumo mínimo de apenas 1,2 watts).
Como afirma a IDC num dos seus mais recentes Relatórios Locais**, em 2010 “o outsourcing continuará a ser líder. A redução de custos continuará sendo o principal factor impulsionador para o investimento em serviços de TI: partindo do princípio que os orçamentos de TI permanecem ao mesmo nível que em 2009, a redução de custos será a principal justificativa para o investimento”.
(*) O CEBR – Centre for Economics and Business Research – é uma empresa independente de consultoria de investigação económica, constituída em 1992. Presta serviços de aconselhamento a instituições financeiras, associações comerciais, governo local, nacional e internacional, agências governamentais, e sector privado. As previsões independentes sobre a economia portuguesa levadas a cabo pelo CEBR são publicadas pelo Tesouro. Utiliza modelos económicos próprios e internos para elaborar análises periódicas e previsões do desempenho das economias mundial, portuguesa e regional e dos principais sectores de negócio. O entendimento do CEBR das técnicas e dados económicos leva a apoiar as tendências sectoriais de solicitações de pesquisa económica e a análise da estratégia de negócio e política pública.
(**) in Relatório Local “As 10 Principais Tendências para o Mercado Ibérico das TIC em 2010”, IDC.
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