Registadas mais de 327 mil milhões de tentativas de infecção de computadores. Adobe e Microsoft são as plataformas mais vulneráveis, iPad, Avatar e o sismo do Haiti os principais “iscos”.
O cibercrime está a aumentar e a culpa é do crescimento do desemprego, da insuficiente legislação e do maior acesso à Internet, afirma um relatório do Kaspersky Lab.
No primeiro trimestre do ano, “foram registadas 327.598.028 tentativas de infecção de computadores em diferentes países do mundo, mais 26,8% que no trimestre anterior”, diz a empresa em comunicado. As plataformas mais atacadas são da Adobe e da Microsoft e os temas mais usados para atrair os utilizadores estavam relacionados com o iPad, o filme Avatar e o sismo do Haiti.
“O objectivo dos ciber-criminosos mudou, passando a dirigir os seus ataques preferencialmente a utilizadores de países com controlos menos rigorosos e sistemas de banca online mais desenvolvidos ou em processo de desenvolvimento, o que lhes proporciona mais oportunidades de negócio”, refere a empresa. A sua estratégia também se alterou e “utilizaram maioritariamente famílias de programas que incluem código HTML ou script e inseriram links em redes sociais ou distribuíram-nos através de spam com o objectivo de redireccionar os internautas para sites infectados”.
No mesmo período, a empresa de segurança informática detectou mais de 12 mil milhões de vulnerabilidades nos computadores, ou mais 6,9% que no trimestre anterior. “Das vulnerabilidades mais difundidas, seis em cada 10 foram detectadas em produtos Microsoft Office, três no software da Adobe e uma no da Sun”.
Em termos de “exploits” (na imagem), estes aumentaram 21,3%, principalmente nos programas da Adobe (47,5%), devido à “à sua popularidade e ao facto de poderem ser executados em várias plataformas”.
O Kaspersky Lab descobriu ainda que “o dispositivo mais estranho a ser utilizado como portador de programas maliciosos foi um carregador USB para pilhas recarregáveis da Energizer. Este programa malicioso (Arucer.dll) funciona no sistema operativo Windows e chega ao computador juntamente com o software que mostra o nível de carga das pilhas”.
A empresa detectou ainda que se continuam a desenvolver falsos antivírus, cujos criadores “utilizam uma grande variedade de técnicas para enganar os utilizadores, como replicar a interface de plataformas de segurança conhecidas, incluindo os produtos do Kaspersky Lab”.
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