A Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos, conhecida como EPA, promotora do logo Energy Star, lança agora um programa específico para centros de dados.
O governo norte-americano está apostado em reduzir o nível de consumo de energia dos centros de dados. Já em 2006 as estimativas apontavam para que os data centers viessem a representar 1,5 por cento do uso total de electricidade do país, o equivalente a 5,8 milhões de lares, ou cinco por cento do parque habitacional dos Estados Unidos, de acordo com um estudo apresentado pela EPA ao Congresso dos EUA. Entretanto, outros países tencionam pretendem adoptar a norma agora apresentada.
O programa Energy Star, como destaca Mark Harris, vice-presidente de marketing de produto da Modius, fabricante de ferramentas para monitorização de consumo energético em tempo real, “permite às empresas compararem a sua eficiência energética com as dos data centers da sua concorrência, facilitando ferramentas para monitorizar em tempo real o uso de energia dos Data Centers”.
Para obterem o logótipo, os centros de dados devem ter uma eficiência energética de 25 por cento de acordo com a escala de performance da EPA. Neste sentido, a EPA destaca que “ao melhorar a sua eficiência, os centros podem poupar energia e dinheiro, assim como ajudar a combater as alterações climáticas”. Os níveis de eficiência são calculados utilizando a métrica PUE (uso eficaz da energia), uma unidade que permite medir a potência total fornecida a um data center, dividida pelo que é realmente consumido pelos equipamentos, o que permite determinar o que é perdido pelos sistemas de refrigeração e outros componentes da instalação. Na página Web da agência é possível encontrar a ferramenta “Portfolio Manager”, que permite obter uma estimativa da eficiência, com uma pontuação entre 1 e 100.
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