A Hitachi Maxell e o Tokyo Institute of Technology anunciaram o desenvolvimento conjunto de uma tecnologia de alta capacidade que permitirá o fabrico de suportes de media com mais de 50TB de capacidade – ou 33 vezes mais do que a capacidade dos actuais cartuchos LTO Ultrium 5.
A Maxell e o Tokyo Institute of Technology dizem ter conseguido criar uma fita magnética ultra-fina e nano-estruturada e, usando o método de gravação magnética perpendicular, demonstraram uma densidade recorde de 45 Gbits por polegada.
“Foi necessário fazer o pó magnético mais pequeno para aumentar a densidade de gravação e, assim, subir a capacidade de armazenamento do cartucho”, disse a Maxell em comunicado, sustentando que os cartuchos de fita magnética ainda são uma tecnologia de arquivo de dados muito atractiva, sobretudo num sistema de armazenamento amigo do ambiente”, dado o seu baixo consumo energético comparativamente com os discos tradicionais.
Ao contrário das drives de discos, os cartuchos de fita podem ficar inactivos durante décadas e, mesmo assim, preservar os dados.
A fita magnética usada pela Maxell e pelo Tokyo Institute of Technology é do mesmo tipo da tradicionalmente usada hoje mas é muito mais fina e enriquecida com partículas magnéticas de tamanho inferior a 10 nanómetros. Um nanómetro é igual a uma bilionésima parte de um metro. Refira-se que os cartuchos LTO-5 de hoje são capazes de armazenar 1,6 TB de dados não comprimidos.
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