Universidade Portucalense preocupada com “fraca representação” feminina na ciência e tecnologia, o que “poderá comprometer o desempenho da economia global nos próximos anos”.
As mulheres estão mais afastadas dos cursos superiores nas áreas tecnológicas e “a sua fraca representação em lugares de decisão neste sector poderá comprometer o desempenho da economia global nos próximos anos”, considera o Departamento de Inovação, Ciência e Tecnologia (DICT) da Universidade Portucalense (UPT).
Uma explicação para esta falta de interesse pode estar relacionada como a informática é ensinada. “A visão redutora que é incutida no Ensino Secundário, que cria a ideia de que a informática se resume a programas de processamento de texto e de cálculo, poderá estar na base do actual desinteresse das mulheres pelos cursos tecnológicos”, afirma Filomena Lopes, directora do DICT da UPT.
“Há dez anos, as mulheres representavam cerca de 50% dos alunos dos nossos cursos tecnológicos, mas este ano não houve registo de uma única inscrição feminina”, salienta esta responsável.
Filomena Lopes lembra ainda que a situação é preocupante perante o desemprego e a taxa de empregabilidade no sector das tecnologias “está claramente acima da média”.
A UPT vai introduzir na 7ª edição do seu “Prémio de Programação”, um galardão especial para a melhor concorrente. O concurso decorre amanhã, 19 de Maio, e dirige-se a estudantes do Ensino Secundário.
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