A10 quer 10% do mercado português

14 de Março de 2010 às 20:28:14 por João Nóbrega

Em 12 meses, a A10 Network pretende atingir uma quota de 10% do mercado de soluções de equilíbrio de carga e disponibilidade de aplicações, de acordo com Todd Kleppe, director mundial de operações do fabricante.

Computerworld –  Quais são os vossos objectivos a 12 meses?

Tod Kleppe – O nosso objectivo principal é, juntamente com a Exclusive Networks, estabelecer uma infra-estrutura de canal, para abordarmos o mercado português de uma forma sustentada e bem sucedida. Normalmente, quando entramos num país, temos sempre como objectivo atingir uma quota de mercado de 10 por cento. Tendo em conta o negócio que temos registado em Portugal nesta fase inicial, é uma meta perfeitamente atingível e penso que estamos posicionados de uma forma única no mercado que nos permitirá atingir essa marca rapidamente.

CW – Que prioridades serão mais importantes?

TK – A A10 tem-se dado muito bem com ISP e com operadoras, onde o desempenho é muito importante. No entanto, a nossa oferta para o mercado empresarial é também muito forte.

CW – Com que estratégia abordarão o mercado?

TK – Não temos modelo de negócio directo, mas assim através de distribuidores de valor acrescentado. Entrámos em Portugal através da Exclusive Networks, que é o nosso distribuidor de referência no momento. Pretendemos ter mais um distribuidor de valor acrescentado, mas não mais, pois queremos dar bons negócio aos nossos parceiros.

CW – Porque deve um revendedor apostar na vossa empresa?

TK – Representamos o que chamamos de tecnologia “state of the art. Os nossos produtos têm todas as funções de disponibilização de aplicações, equilíbrio de carga e optimização de aplicações que os da nossa concorrência, mas fazemo-lo de uma forma muito mais rápida, melhor e mais ecológica. Temos plataformas e sistemas operativos melhores, com uma melhor distribuição e utilização de recursos de memória. Além disso, conseguimos tudo isso num único produto – o que é mais fácil para o próprio revendedor, oferecendo também excelentes margens.

CW – Qual será o peso do mercado português na vossa facturação?

TK – Portugal sempre foi um early adopter, o que faz com que não tenhamos de enfrentar barreiras que temos tido noutros países. Aqui vão olhar para a qualidade, para o preço e performance do produto e vão comprar os produtos da A10. A nível de percentagem das receitas totais do Sul da Europa, penso que será uma parte importante, podendo atingir até 20% das receitas totais desta região, o que, tendo em conta o número de pessoas no mercado, é espantoso.  

CW – Quanto representam os serviços na vossa facturação e qual é a vossa estratégia para essa actividade?

TK – Na EMEA, onde estamos a comletar  12 meses de actividade, as receitas de serviço ainda são naturalmente baixas. Mas deverão crescer com o tempo, ao mesmo tempo que a base instalada também aumenta. Vamos trabalhar em conjunto com os nossos parceiros de forma a oferecer uma solução completa. Há uma grande variedade de requisitos em cada cliente, aos quais os parceiros podem ajudar a corresponder. Isto faz com que os parceiros também sejam uma peça muito importante da nossa estratégia. Temos a preocupação de formar e certificar os nossos parceiros para que estejam preparados para dar este tipo de serviços.

CW – Quais são os principais factores que estão a orientar a evolução do vosso sector?

TK – No nosso mercado, penso que a A10 representa uma revolução ou evolução no mercado. O nosso CEO e fundador, Lee Chen, era o Vice-presidente de engineering original da Foundry Networks (empresa adquirida pela Brocade), que foi pioneira na tecnologia de multi-processador e multi-core, que já existe há dez anos e que é a que está a ser utilizada pela nossa concorrência. O que fizeram com a A10 foi apresentar a plataforma de fornecimento de aplicações mais escalável do mercado que pode ser expandida como nenhuma outra. Com esta arquitectura, os processadores não têm de falar uns com os outros, como acontece nas outras tecnologias, o que faz com que a performance seja muito mais elevada. Assim, conseguimos muito mais performance que a nossa concorrência a preços mais baixos. Numa perspectiva mais técnica, a nossa série high-end AX 5200 faz mais de três milhões de ligações layer 4 por segundo, com uma plataformas de 2 racks (RU), o que faz com que não seja maior que um pequeno PC, e tem oito cores CPU. O produto que mais se aproxima no mercado tem 8 plataformas RU, ou seja, tem oito unidades em rack, o que faz com que seja gigante, e tem 24 cores CPU, e faz apenas metade das conexões Layer 4 por segundo. Penso que isto representa bem a nossa posição face à concorrência, oferecendo melhor desempenho a menor preço. Hoje em dia, a tecnologia mais ecológica é indispensável, e este tipo de produtos é muito mais “verde” do que os da concorrência, pois gastam menos energia e espaço e têm menos necessidades em termos de refrigeração.

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