‘Tamanho único’ na virtualização de desktop deve ser evitado

8 de Março de 2010 às 17:44:15 por Timoteo Figueiró

As empresas que estão actualmente a considerar a migração dos seus sistemas desktop para plataformas de virtualização devem estar conscientes da existência de problemas que esta decisão poderá não resolver.

O conselho é de Lionel Lamy, director de investigação da IDC para a área do software e serviços, que alerta para o facto de, muitas vezes, as empresas têm expectativas pouco realistas quanto ao que a tecnologia pode fazer pelos seus negócios.
Muitas consultoras de mercado têm vindo a falar do aumento da procura pela virtualização de desktops, com muitos analistas a afirmarem que 2010 será o ano da migração para esta tecnologia. Um estudo, apresentado pela Citrix no início do mês, concluiu que mais de metade das empresas do Reino Unido já utiliza ou está prestes a utilizar virtualização de desktops.
Lionel Lamy, que falava durante uma conferência da IDC dedicada ao tema da virtualização de desktops em Londres, sustenta que existem diversos elementos na infra-estrutura de uma organização que podem ter um significativo impacto na eficiência de custos de um projecto de virtualização de desktops. As empresas devem, por isso, ter em conta elementos como o custo da aquisição do hardware, bem como o custo da implementação e manutenção desse hardware e do software. Devem, ainda, ter em conta o custo associado à gestão de múltiplas aplicações, bem como os conflitos que possam surgir entre programas, e também o custo de disaster recovery.
E as diferenças entre os vários tipos de virtualização de desktops também não devem ser ignoradas, avisa Lamy, segundo o qual muitas vezes as empresas adoptam uma abordagem de “tamanho único” à tecnologia, o que nem sempre é apropriado. “Existem muitos tipos diferentes de virtualização de desktops, que podem ir da computação baseada em servidores, ideal para aplicações simples, ao VDI para clientes consolidados, passando pelos PC ‘blade’, mais indicados para utilizadores avançados. Existe, ainda, uma outra categoria de virtualização para dispositivos móveis, algo que está cada vez mais em voga”, descreve o analista.
Lionel Lamy considera que são muitas as vantagens da virtualização de desktops, nomeadamente em termos de gestão, flexibilidade e controlo sobre a segurança, mas as organizações têm que ser cuidadosas a antecipar os custos associados à migração e optar pelo tipo correcto de virtualização. E deixa um conselho: “nunca se deve subestimar a resistência à mudança organizacional dentro as empresas”.

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Um comentário a “‘Tamanho único’ na virtualização de desktop deve ser evitado”

  1. Porque um projeto de migração de uma tecnologia para outra tem que contar com mudança organizacional?
    Nesse tipo de projeto, os processos devem ser transparentes para os usuários finais. A única coisa que esta mudando está do lado de tras dos terminais de acesso dos usuários. Acessem http://www.mipc.com.br e conheçam uma solução que permite isso que eu acabei de descrever…..

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