A empresa start-up cria uma ligação privada entre o centros de dados dos clientes e o serviço de cloud da Amazon, e transfere as aplicações baseada em tecnologia da VMware. Mas para já, a solução está em fase beta.
A CloudSwitch faz a transferência das aplicações existentes dos centros de dados internos para a núvem sem necessidade de reescrever a aplicação ou sem exigir mudanças em ferramentas de gestão. Mas o conceito não é novo. A Virtual Private Cloud da Amazon e o fabricante CohesiveFT procuram atingir o mesmo objectivo: estabelecer uma ponte entre o centro de dados interno e um serviço cloud, de forma segura.
Mas a oferta da CloudSwitch é única ao tratar de todas as questões de redes, isolamento, gestão, segurança e armazenamento, relacionados com a transposição de uma aplicação existente para uma cloud, considera o analista William Fellows, da consultora The 451 Group. Ainda assim, a CloudSwitch ainda tem de demonstrar um exemplo do mundo real da sua tecnologia a funcionar, e portanto ainda há questões sobre os mecanismos de implementação e experiência de utilizador, considera.
“Ainda algumas dúvidas sobre o funcionamento do ambiente da CloudSwitch,” consiera Fellows. ” Muitos detalhes são ainda secretos.” Isso não é invulgar para uma start-up que está ainda a dar passos de evolução cautelosos, acrescenta. Mas o objectivo de construção de clouds híbridas, no qual os recursos de computação são geridos como uma entidade, embora abranjam centros de dados internos e clouds públicas, é difícil de alcançar, envolvendo muitas preocupações diversas, como endereçamento IP e o encaminhamento, a latência da rede e a disponibilidade de largura de banda, considera o analista. “Não é uma so0lução para quem se assusta facilmente com a tecnologia”, diz Fellows.
O software da CloudSwitch, instalado como uma appliance virtual num ambiente VMware, transforma o processo de transferência de aplicações Windows e Linux, para um serviço de computação em cloud da Amazon EC2, numa operação de cópia e arrastamento, diz Ellen Rubin, o fundador da companhia e vice-presidente de produtos.
As aplicações movidas para a cloud “mantêm-se integradas com as ferramentas de centros de dados e políticas, sendo geridas como se estivessem a correr localmente”, diz a companhia.
Os dados são cifrados no envio e no alojamento, com a tecnologia de migração CloudSwitch a ter compatibilidade com qualquer tipo de armazenamento e de ligação de rede, diz a analista.
“Quando se arrasta e coloca uma aplicação, estamos a lançar um túnel cifrado entre o centro de dados e a nuvem”, Rubin diz. A CloudSwitch conseguiu um financiamento de capital de risco na ordem dos 15 milhões de dólares da Matrix Partners, Atlas Venture e Commonwealth Venture Partners.
A empresa apresentou a sua tecnologia numa versão beta privada, e atraiu seis clientes no sector das telecomunicações, farmacêuticas, cuidados de saúde e tecnologias ecológicas, diz Rubin. Os clientes beta usaram o CloudSwitch para testes, desenvolvimento e várias aplicações customizadas.
O teste público abre a tecnologia CloudeSwitch a qualquer empresa interessada em descarregar o software. Uma versão básica é gratuita, enquanto uma versão empresarial incluindo o suporte e gestão de até 20 máquinas virtuais na cloud custa 25 mil dólares ao ano.
Embora a CloudSwitch trabalhe inicialmente apenas com a Amazon EC2, Rubin considera que planeia alargar o suporte a múltiplas plataformas de núvem para quando o produto for disponibilizado a meados de 2010.
A VMware é a única plataforma de virtualização cujo suporte está a promover, mas alguns clientes de testes usaram a solução CloudSwitch com um hipervisor open source Xen, segundo Rubin.
A empresa pode suportar potencialmente o Hyper-V da Microsoft. O software não está preso a qualquer plataforma de virtualização. Por exemplo, Rubin considera que a CloudSwitch não depende da migração em funcionamento da VMware, em vez de usar uma tecnologia semelhante de sua concepção para mover máquinas virtuais.
Rubin era vice-presidente da Netezza e a CloudSwitch tem uma equipa constituída por veteranos da BMC, EMCm RSA, Solidworks e da Sun.
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