Cebit 2010: Serviços na ‘nuvem’ da Amazon estão prontos para as empresas

3 de Março de 2010 às 19:28:23 por Timoteo Figueiró

As empresas com sistemas de clientes Web devem adoptar serviços de computação na nuvem rapidamente. Quem o afirma é Werner Vogels, Chief Technology Officer (CTO) da Amazon Web Services no decorrer de um discurso na Cebit.

“Existe um mito de que, subitamente, no decorrer do Natal, todas as fundações do edifício desaparecem… mas tal não é o caso”, sublinhou Werner Vogels, referindo-se ao elevado volume de vendas da Amazon no decorrer do período natalício. No decorrer do discurso, apresentou clientes que utilizam a Amazon Web Services, com o objectivo de persuadir os cépticos de que a empresa disponibiliza uma opção viável.
Por exemplo, e ainda no decorrer da Cebit, a Software AG anunciou a aplicação ARISalign, que disponibiliza gestão de processos de negócio como um serviço utilizando os serviços de computação em nuvem da Amazon. Capacidade de resposta e controlo sobre os custos são algumas das razões que levaram a Software AG a escolher os serviços da Amazon, referiu Werner Vogels.
Por outro lado, o crescimento da nuvem da Amazon pode ser observado através do número de objectos armazenados no serviço S3 (Simple Storage Service). O número cresceu de 54 mil milhões no ano passado para mais de 100 mil milhões, salientou Werner Vogels. A escala da Amazon Web Services permite a oferta de serviços a preços mais reduzidos do que os seus concorrentes, sublinha Werner Vogels.
Redução de custos da infra-estrutura e das operações é um dos primeiros atractivos das empresas quando começam a encarar a hipótese de migrar os seus sistemas para a nuvem, mas, a curto prazo, a capacidade para aumentar ou diminuir a capacidade de computação conforme as necessidades afirma-se como uma das maiores vantagens, refere Werner Vogels.
Algumas organizações são mais entusiastas acerca dos serviços de computação na nuvem do que outras – sites Web e empresas de hospedagem de aplicações, assim como empresas de distribuição de media estão a adoptar estes serviços, referiu. Teste, desenvolvimento, backup, recuperação em caso de desastre e análise de grandes quantidades de dados são outras aplicações que fazem sentido migrar para a nuvem, sublinha Werner Vogels.
Contudo, existem empresas que adoptam uma abordagem de longo prazo aos serviços na nuvem e optam por desenvolver os novos sistemas de TI na nuvem, referiu o CTO da Amazon Web Services.
Werner Vogels aproveitou a oportunidade para divulgar a oferta de redes privadas virtuais (VPC) da Amazon, a qual integra a infra-estrutura existente de TI das organizações com a nuvem, o que a torna particularmente atractiva para os clientes corporativos, refere Werner Vogels. As empresas podem construir um jardim murado na nuvem utilizando os serviços VPC e ligar-se ao centro de dados através de uma VPN encriptada.
Os serviços VPC foram anunciados há cerca de seis meses mas continuam a estar disponíveis em versão beta. Werner Vogels não disponibilizou detalhes sobre o momento em que estes serviços estarão disponíveis comercialmente.
O CTO da Amazon Web Services assegurou à audiência que a empresa está focalizada na segurança, outro dos aspectos cruciais da computação na nuvem.”Não estaríamos no negócio se não considerássemos a segurança uma das prioridades de topo”, afirmou Werner Vogels.

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