Léo Apotheker era o nome que constava do convite para a cerimónia de abertura da Cebit 2010 – mas foi o seu sucessor, Bill McDermott, que compareceu no palco.
“É necessário reinventarmo-nos para sobrevivermos”, afirmou Bill McDermott, referindo-se à indústria de tecnologias de informação, mas aludindo também às recentes alterações na gestão de topo da SAP. Léo Apotheker demitiu-se do cargo de CEO nomes passado após o conselho de administração ter assinalado que não lhe iria renovar o contrato.
Bill McDermott partilhou o palco com Angela Merkel, chanceler da Alemanha, e José Luis Rodríguez Zapatero, Primeiro-Ministro espanhol.
O responsável da SAP definiu as prioridades de colaboração entre o governo e a indústria com o objectivo de criar um mundo mais sustentável. Em primeiro lugar, empresas, investigação e governos devem trabalhar em conjunto para definir um mapa claro para o futuro. Segundo, os governos devem suportar a inovação através de incentivos fiscais à investigação. E, em terceiro lugar, novos talentos têm que ser formados.
“Devemos encorajar os jovens a estudar ciência, engenharia e matemática”, salientou Bill McDermott.
Este foi um sentimento que encontrou eco em Ângela Merkel.
“Vamos investir na educação e na formação”, referiu. “Temos que ter as pessoas adequadas, os licenciados adequados a saírem das nossas escolas”.
“É importante que consigamos despoletar um maior entusiasmo pela engenharia e pela matemática. Estas são disciplinas que continuam a ser vistas como difíceis – mas a partir da minha experiência pessoal, posso dizer que não são tão más”, sublinhou Angela Merkel.
Se os governos e a industria não trabalharem em conjunto para tornar estas disciplinas mais atractivas – em particular melhorando as perspectivas de emprego para licenciados – então a industria de TI arrisca-se a perder uma geração de engenheiros.
“Enfrentamos uma alteração demográfica sem precedentes. Se as pessoas não sentirem que vale a pena a engenharia e a matemática, então não vão existir empregos mais tarde e vão ser necessários vários anos para realizar as mudanças necessárias” avisou.
A Espanha, tem vindo a desenvolver esforços neste sentido, referiu José Luis Rodríguez Zapatero. Nos últimos cinco anos, o país investiu mais de 8 mil milhões de euros em tecnologias de informação e comunicações. O resultado é que o sector de TI tem vindo a crescer a um ritmo de 11 por cento nos últimos anos, resistindo ao impacto da crise económica e, presentemente, emprega mais de 400 mil pessoas.
Como resultado do programa de investimento, acesso internet em banda larga está disponível para 90 por cento da população espanhola, com os assinantes espanhóis a optarem pelas conexões de maior velocidade, salientou. A banda larga móvel também está generalizada. “Oito milhões de espanhóis beneficiam de cobertura em Internet móvel”, referiu José Luis Rodríguez Zapatero.
Tal é algo que Angela Merkel referiu que a Alemanha poderia fazer melhor. “Nas áreas rurais ainda muito tem que ser feito. Não me refiro a assistir a filmes nos equipamentos móveis, mas coisas mais simples como fazer chamadas telefónicas”, referiu a chanceler alemã.
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