Portugal pode ser uma opção nos serviços de outsourcing ‘nearshoring’

26 de Fevereiro de 2010 às 19:23:54 por Timoteo Figueiró

O território nacional pode ser “uma opção” para a instalação de serviços de outsourcing em regime de ‘nearshore’. Esta é uma das conclusões que se pode retirar de um estudo realizado pela Associação Portugal Outsourcing (APO).

Frederico Moreira Rato

O estudo em questão avaliou ainda a posição competitiva de Portugal relativamente a outros destinos de ‘nerarshore’ outsourcing – Espanha, Hungria, Holanda, Irlanda, Reino Unido, República Checa, Polónia e Roménia.
A análise comparativa realizada pela APO conclui que Portugal é um “país competitivo” em termos de custos e que tem vindo a tornar-se mais competitivo nos últimos anos devido aos investimentos realizados na área da tecnologia, da educação, da inovação e das infra-estruturas.
Por outro lado, o estudo identifica a “capacidade linguística” dos portugueses e a “flexibilidade cultural” como factores favoráveis à escolha de Portugal como destino de alguns projectos de outsourcing. O estudo identifica ainda a “qualificação dos recursos humanos, em particular na área de BPO”
Por último, o estudo
Contudo, e apesar do retrato favorável, o estudo refere a existência de alguns “condicionalismos que limitam a competitividade internacional do sector”. Assim, e de acordo com o estudo da APO, o sistema judicial, a fiscalidade e o regime laboral permanecem como condicionalismos ao desenvolvimento do sector no território nacional.

12 mil novos postos de trabalho até 2015
O sector da prestação de serviços de outsourcing de tecnologias de informação (ITO, Information Technology Outsourcing) e de processos (BPO, Business Process Outsourcing) pode criar 12 mil novos postos de trabalho até 2015. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pela APO sobre este sector no território nacional. Presentemente, este sector emprega cerca de 26 mil pessoas, prevendo-se que, em 2015, possa vir a ser responsável por um volume de emprego de 49 mil postos de trabalho, salientam os responsáveis da APO.
Por outro lado, e ainda de acordo com as conclusões do estudo, em 2015, este sector poderá ser responsável por um volume de exportações de serviços superior a 1.300 milhões de euros. O estudo refere ainda que este sector é responsável por um volume de receitas superior a 1.000 milhões de euros anuais, o que equivale a 0,6% do Produto Interno Bruto nacional, prevendo-se que, em 2015, este valor ultrapasse 1,3% do PIB, referem os responsáveis da APO.

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