O secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, considerou que Portugal tem de fazer um esforço de “qualificação das pessoas”, para melhorar o seu índice de desenvolvimento de eGovernment, avaliado segundo dados da ONU.
Comentando dados preliminares E-Government Development Index da ONU, sobre Portugal, Carlos Zorrinho, argumentou que o trabalho se baseava em dados que carecem de actualização. Contudo, admitiu a necessidade de o país desenvolver esforços no sentido de preparar as pessoas para usarem mais e melhor as estruturas de eGovernment disponíveis. “Somos referência em termos de plataformas disponibilizadas”, diz o governante. Um dos três principais critérios usado pela ONU foi de facto o da e-partcipação. Os outros dois foram o das infra-estruturas de rede instaladas e serviços online.
A caminho da cerimónia de entrega do prémio Navegantes XXI da ACEPI, a António Carrapatoso, Carlos Zorrinho não foi muito claro sobre as soluções para o problema: apenas disse que já estão a ser desenvolvidos esforços melhorar a preparação das pessoas, necessária para aumentar a e-participação.
Segundo o E-Government Development Índex, em dois anos Portugal perdeu oito posições na classificação do seu nível de eGovernment. O estudo desenvolvido pelas Nações Unidas analisa o desempenho de 183 países. E de acordo com os dados divulgados Portugal ocupa a 45ª posição no índice de e-participação, a 43ª posição no componente de infra-estrutura e a 50ª posição no índice da e-participação.
A República da Coreia, os Estados Unidos da América e o Canadá ocupam a liderança do índice de governo electrónico criado pelas Nações Unidas, enquanto que o Reino Unido é o país mais bem classificado na União Europeia (4º).
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