Em 2009, 54 por cento dos lares espanhóis estavam ligados à Internet, mais três por cento que no ano anterior mas ainda longe dos 65 por cento da média dos 27 estados membros da União Europeia.
De acordo um comunicado do Instituto de Estudos Económicos (IEE), onde constam os dados do Eurostat sobre a presença da Internet nos lares da União Europeia, a penetração média em todos os estados passou dos 60 por cento em 2008 para os 65 por cento em 2009. Apesar disto, existe ainda um grande fosso digital entre os países mais avançados, onde a penetração da Internet ronda os 90 por cento, e os mais atrasados, onde se inclui Espanha.
De acordo com Juan E. Iranzo, director geral do IEE, é preciso facilitar e ampliar a utilização da Internet nos lares espanhóis e alargar o seu uso nas pequenas e médias empresas de serviços, a fim de incrementar a produtividade da economia do país vizinho. Esta produtividade depende do capital humano, ou seja, da qualidade da formação dos trabalhadores e da implementação e uso de novas tecnologias, entre as quais se destacam as da informação e comunicação.
Enquanto na Holanda 90 por cento dos lares têm acesso à Internet, seguida muito de perto pelo Luxemburgo (87 por cento), Suécia (86 por cento) e Dinamarca (83 por cento), já na Alemanha, Finlândia e Reino Unido os números situam-se levemente abaixo dos 80 por cento e na Áustria a penetração é de 70 por cento. A Bélgica e a Irlanda têm ambas 67 por cento de penetração da Internet, superando ainda a média da UE.
São 17 os países da União Europeia, entre os quais a Espanha, que não atingem a média. Malta, Eslovénia, França, Estónia e Eslováquia ficam ligeiramente atrás. Na Lituânia, a Polónia e a Letónia a penetração ronda os 60 por cento, enquanto na Hungria alcança os 55 por cento.
Em Espanha, como foi já referido, só 54 por cento dos lares têm acesso à Internet, um número bastante afastado da média europeia. Também a República Checa tem essa penetração, enquanto a Itália e o Chipre registam ambos 53 por cento.
Portugal, com 48 por cento de penetração, Grécia (38 por cento), Roménia (38 por cento) e Bulgária (30 por cento) fecham o ranking europeu no acesso à Internet.
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Mercado TIC ibérico não iniciará recuperação antes do fim do ano
De acordo com as previsões da consultora IDC, o mercado ibérico de TI deverá sofrer uma queda de 1,7 por cento em 2010, enquanto o outsourcing continuará a ser líder no segmento dos serviços e o combate à pirataria e o crescimento do streaming marcarão a indústria de conteúdos digitais este ano.
A IDC anunciou as suas 10 principais previsões para o mercado tecnológico em Portugal e Espanha durante 2010. Tal como aconteceu em 2009, a situação económica na região ibérica continuará a ser difícil este ano e será marcada, entre outros factores, por um elevado nível de desemprego e uma baixa confiança dos consumidores. Não obstante, a consultora prevê uma ligeira recuperação do sector tecnológico durante o último trimestre do ano, mas no total o sector deverá fechar o ano com um crescimento negativo de -1,7 por cento.
A parte positiva é que as TI em 2009 sofreram uma queda na Península Ibérica de nove por cento, uma percentagem que, embora bastante inferior à registada por outros sectores económicos, é bastante importante “na medida em que nunca antes este sector tinha registado um comportamento negativo”, destacou Rafael Achaerandio, responsável de análise da IDC Espanha, segundo o qual “embora muitas empresas, sobretudo PME, tenham passado por tempos difíceis, outras acabaram por ser beneficiadas durante 2009 pelos investimentos realizados com o objectivo de mitigar os efeitos da crise, pelo que em 2010 estas e muitas outras contribuirão para a recuperação do sector tecnológico”.
Quanto às tendências tecnológicas para este ano, “tal como em 2009, apenas alguns segmentos registarão crescimentos positivos este ano, enquanto outros terão que esperar pelo final de 2010 ou princípios de 2011”, vaticina Rafael Achaerandio.
A primeira das previsões da consultora faz referência à recuperação espanhola, que, como já foi referido, deverá arrancar apenas no fim do ano. Assim, de acordo com a IDC, em termos gerais, o segmento do hardware continuará a ter um crescimento negativo, enquanto o do software manterá um crescimento plano. Quanto ao mercado dos serviços de TI, o seu desempenho será liderado por duas facções diferentes. Por um lado, o outsourcing, e por outro os serviços de integração e consultoria e os serviços maduros de telecomunicações.
Por segmentos de negócio, a segurança, a virtualização, o outsourcing, a mobilidade e os netbooks serão os que deverão registar maiores crescimentos. Além disso, outra das grandes tendências de 2010 previstas pela IDC é que os mercados baseados na Internet “apoiarão cada vez mais o seu crescimento nas necessidades dos utilizadores”.
Uma das tendências assinaladas pela IDC é que o mercado irá orientar-se cada vez mais para as soluções completas. “Os fornecedores de tecnologia procuram aumentar as suas receitas e margens, ao mesmo tempo que querem responder às necessidades de gestão das soluções tecnológicas dos seus clientes. Para levar a cabo esta estratégia, as empresas têm realizado, a nível global, diferentes iniciativas estratégicas, como fusões, aquisições ou alianças estratégicas, que também estão a ter um forte impacto na região Ibérica”.
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