Reduzir investimentos em TI prejudica o negócio

13 de Janeiro de 2010 às 19:12:41 por Timoteo Figueiró

Os cortes orçamentais no campo da tecnologia que as empresas se viram forçadas a fazer durante a recessão acabou por causar danos na inovação e prejudicar os negócios. Esta é uma conclusão de um estudo da Datamonitor sobre estes investimentos.

cio_20080315_ETCom efeito, o estudo, encomendado pela BT Global Services à Datamonitor, mostra que os responsáveis das companhias multinacionais reconhecem agora que as reduções orçamentais em tecnologia realizadas durante a recessão foram prejudiciais ao seu negócio e à sua inovação.
De acordo com o documento, 25 por cento dos directores inquiridos no estudo afirmam que os cortes nos orçamentos de TI prejudicaram gravemente a inovação, enquanto 23 por cento dizem que as limitações nos investimentos em soluções de TI impediram as empresas de ganhar novos clientes. Além disso, mais de um quarto dos entrevistados (27 por cento) afirma que perdeu negócio como consequência da impossibilidade de obter as informações necessárias, proporcionadas por tecnologia que não adquiriram.
O estudo da Datamonitor revela, ainda, que 61 por cento dos CIO e 63 por cento dos directores executivos dizem que as soluções de TI obsoletas limitam a capacidade de as organizações pensarem globalmente como empresas. Uma percentagem similar (57 por cento dos CIO e 60 por cento dos directores executivos) culpa o software inadequado pelo mesmo problema.
Hanif Lalani, CEO da BT Global Services, afirma que “uma vez melhoradas as condições económicas, os que apostaram na inovação ver-se-ão recompensados pela decisão”.

Cloud ainda longe da massificação
O estudo também encontrou indícios de que, se os serviços cloud derem em 2010 o grande passo em frente previsto pelos analistas, os CIOs e os directores executivos necessitarão de informações adicionais sobre esta tecnologia. Por exemplo, mais de metade itad dos CIO (53 por cento) ainda não sabe como o cloud computing poderá ajudá-los a poupar dinheiro, isto apesar de este modelo ter sido precisamente concebido para reduzir ou mesmo eliminar grandes investimentos de capital. Além disso, mais de metade quer dos CIOs quer dos executivos desconfia da gestão fora de portas de aplicações e armazenamento de dados. Isto indica que o mercado global de serviços cloud está ainda em fase de desenvolvimento.
O estudo demonstra que a comunidade TI tem ainda um longo caminho pela frente para demonstrar que os serviços cloud estão prontos para responder às actuais exigências das empresas e organizações. “Embora já estejamos a implementar serviços cloud para empresas, como comunicações unificadas, CRM e datacenters virtuais, muitas organizações encontram-se ainda na primeira fase da sua aceitação”, continua Hanif Lalaini. “Quando os nossos clientes começarem a sentir o clima económico mais favorável, conseguirão obter um amplo retorno do investimento em TI através da adopção de medidas proactivas como os serviços cloud”, conclui.

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