Crescimento deverá desacelerar à medida que caem os preços dos novos portáteis ultra-finos.
As vendas de notebooks ultra-portáteis, também conhecidos como netbooks, deverão crescer em todo mundo 103por cento em 2009 face ao alcançado no ano anterior, de acordo com uma pesquisa da consultora DisplaySearch, que prevê no entanto uma desaceleração neste crescimento em 2010, à medida que os preços dos novos portáteis ultra-finos forem caindo.
As vendas globais de netbooks atingirão, assim, os 33,3 milhões de unidades, mais do dobro dos 16,4 milhões vendidos em 2008. Em 2010, o ritmo de crescimento deverá então cair, com as vendas a atingirem os 39,7 milhões de unidades, o que representa um aumento de 19 por cento em relação ao ano que agora terminou. Os netbooks são sobretudo atraentes pela sua portabilidade e preço reduzido, factores que os tornam numa boa opção para quem vai comprar um computador pela primeira vez, sobretudo nos mercados emergentes, afirmou o director de pesquisas sobre o mercado dos notebooks da DisplaySearch, John Jacobs.
Na opinião deste responsável, os netbooks são também atraentes aos olhos dos consumidores pelo papel que podem representar enquanto PC secundários para ter em casa. John Jacobs acredita também que a fortes vendas destes dispositivos foram ajudadas pelos fornecedores de serviços wireless que, em muitos mercados, disponibilizaram netbooks subsidiados com contratos de banda larga associados.
Os netbooks são portáteis de baixo custo caracterizados por ecrãs de pequena dimensão, entre 7 e 10 polegadas. Os dispositivos são indicados para navegar na Internet e executar aplicações leves, como processamento de texto e folhas de cálculo, e custam normalmente entre 200 e 500 dólares. Por isso, as vendas deste tipo de equipamentos podem agora ver-se ameaçadas pelo aparecimento de uma nova ofertam de portáteis de custo inferior aos 500 dólares e ecrãs de 10 a 12 polegadas, de acordo com a DisplaySearch.
Os portáteis ultra-finos oferecem a mesma portabilidade dos netbooks, mas além disso são capazes de correr aplicações multimédia de alta definição, uma capacidade cuja ausência nos netbooks tem motivado muitas queixas por parte dos utilizadores.
A Intel já veio reconhecer o poder dos portáteis ultra-finos, considerando-os serem suficientemente capazes para canibalizar os netbooks. No entanto, de acordo com a gigante dos processadores, os netbooks continuarão a ser mais atractivos para os utilizadores que concentram na Web a maioria das suas actividades informáticas.
Durante o terceiro trimestre de 2009, a Acer aparece como líder deste segmento, com uma participação de 21,4 por cento, perdendo mercado para a HP, que atingiu os 16 por cento e vem crescendo sustentadamente. A Asustek aparece na terceira posição com 14,8 por cento e, por contraste, vem perdendo mercado para nomes como a Samsung, Dell e Lenovo no decorrer do ano, segundo o estudo da DisplaySearch.
A Asus foi o primeiro fabricante a lançar um modelo de netbook em 2007, mas deverá continuar a perder mercado se não alargar os seus orçamentos de marketing para que fiquei ao nível dos de grandes fabricantes como a Hewlett-Packard ou a Samsung, avisa Jacobs.
Refira-se que o número total de computadores portáteis vendidos em todo o mundo – incluindo netbooks e portáteis tradicionais – deverá atingir os 169,6 milhões de unidades, o que corresponde a um crescimento de 16 por cento face a 2008.
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