Impacto das TI no comércio mundial é superior à sua quota económica

22 de Dezembro de 2009 às 16:17:17 por Timoteo Figueiró

As tecnologias da informação e comunicação deverão representar um quinto das exportações globais agregadas em 2009, mas o impacto total do sector no comércio mundial deverá ser muito superior à sua quota económica.

Numa altura em que o comércio mundial deverá totalizar os 19,5 triliões este ano, o presidente da World Information Technology and Services Alliance (WITSA), Dato’ Dan E. Khoo, acredita que as TIC são uma “ferramenta essencial ” para revitalizar as relações comerciais entre países e reavivar a economia mundial.
Num discurso proferido recentemente durante o Asia-Pacific Digital Innovation Summit (APDIS 2009), realizado em Melbourne, Austrália, Khoo afirmou que “como ferramenta horizontal, as TIC são potenciadoras de crescimento e desenvolvimento de todas as outras indústrias que, colectivamente, contribuem para os restantes 80 por cento do comércio mundial”.
O discurso do presidente da WITSA foi feito numa altura em que a consultora Gartner prevê que os investimentos globais em TI sofram uma queda de quatro por cento em 2009.

TI omnipresentes
As ferramentas de TIC como o e-commerce, comércio móvel, portais Web e sistemas de CRM (customer relationship management) estão a dar toda uma nova dimensão `forma como as outras indústrias operam, fazem negócio e conquistam mercado.
“As TIC são notórias pela sua omnipresença em toda a qualquer indústria, dos sectores mais tradicionais como a agricultura, fabrico, saúde e educação aos mais novos, como a biotecnologia e as chamadas green IT”, sublinhou o presidente da WITSA.
Na cerimónia de abertura do Global Public Policy Summit (GPPS 2009), realizado nas bermudas em Novembro de 2009, Khoo chamou a atenção dos presentes para a necessidade de as pessoas exercerem influência junto dos seus respectivos governos sobre os benefícios de se construírem infra-estruturas de TIC através de investimentos saudáveis e políticas de mercado competitivas.
Seguindo a mesma linha de pensamento na APDIS 2009, Khoo advertiu os governos empenhados na aplicação de medidas proteccionistas como forma de reduzirem o desemprego, as contas correntes e os défices comerciais, dizendo-lhes que, pelo contrário, esta atitude pode colocar ainda mais em risco a recuperação económica.

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