Leadership quer levar 25 empresas a Silicon Valley

17 de Dezembro de 2009 às 19:04:42 por João Nóbrega

A consultora pretende levar executivos de organizações portuguesas a contactar com ambientes de fomento de inovação nos Estados Unidos. E equaciona estabelecer contrato com a empresa Plug and Play para incubar pequenas portuguesas, nos EUA.

A ideia partiu da consultora Leadership e pode vir a ter apoio do Estado: levar 25 empresas a visitar ambientes e empresas de grande inovação nos Estados Unidos. Mas além disso, está a ser preparado outro projecto capaz de mobilizar outras empresas, a criação de uma ponte entre Portugal e a organização Plug and Play, visando a incubação de empresas portuguesas no que é caracterizado como um “mini Silicon Valley”.
De acordo com o director-geral da Leadership, Carlos Oliveira, o programa Global Strategic Innovation, parte de um objectivo inicial de levar 15 empresas, mas almeja mesmo chegar às 25 companhias. “Já temos duas empresas que já fizeram o depósito”, revela o responsável. Podem ser incluídas grandes empresas, mas a iniciativa será maioritariamente dirigida a PME. Para facilitar a vida destas organizações, a Leadership fez uma candidatura a verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Este auxílio servirá para cobrir 40% do investimento das empresas. Segundo Carlos Oliveira os custos, sem contar com viagens e estadia, ascendem a um global de 150 mil euros para o conjunto das empresas. Esses custos divididos pelo número de organizações, resultam numa taxa de seis mil euros para cada uma (tirando despesas de viagem e estadia).
O programa da viagem inclui o contacto com especialistas do MIT, em Boston,  assim como responsáveis de Silicon Valley. Estão programadas também visitas a empresas portuguesas com implantação nos Estados Unidos. De acordo com um dos dinamizadores do projecto, o líder da Leadership nos Estados Unidos, Torben RanKine, os contactos com o “universo”, será dedicado à inovação na cadeia de abastecimento. Os seminários com especialistas de Stanford e da IDEO deverão centrar-se na adopção de metodologias, práticas de inovação adoptadas no universo do design, e a inovação através do design – um dos factores de sucesso mais importantes nos próximos anos, de acordo com Diogo Vasconcelos, presidente das APDC, e um dos oradores na apresentação do projecto. Na visão de Rankine, o “conhecimento é cada vez uma comodity”. E as empresas só conseguirão diferenciar-se através da inovação. “Deixamos a era do conhecimento para entrar na era da criatividade”.
No encerramento da apresentação do programa, o vice-presidente da ANEMM – Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, o João Reis, explicou porque é que a organização também se associou à iniciativa: o sector está na base da actividade de todos os sectores e económicos, incluindo as TIC, mecânica, energia ou biotecnologia.

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