Guerra pela voz sobre LTE

14 de Dezembro de 2009 às 00:41:38 por João Nóbrega

Os apoiantes de duas especificações de suporte à distribuição de voz sobre LTE têm andando a fazer demonstrações de tecnologia. A Ericsson parece ter abandonado o seu suporte a um dos sistemas.

O LTE está a tornar-se a escolha da maioria dos operadores móveis no mundo inteiro para as redes de nova geração, mas a tecnologia não está preparada para distribuir tráfego de voz e ou sequer SMS da mesma forma que os operadores de rede fazem hoje: por ser uma tecnologia de rede baseada em IP.
Os fabricantes de equipamento e operadores têm estado a adoptar duas abordagens para lidar com a voz sobre LTE: uma chama-se VoLGA (Voice over LTE via Generic Access) e a outra chama-se One Voice.
A Nokia Siemens Networks entretanto disse que tinha realizado uma chamada usando a sua tecnologia Fast Track VoLTE, que estará segundo o fabricante, mais próximoda iniciativa One Voice. A Nokia Siemens juntou-se a empresas como a Alcatel-Lucent, a Nokia, a AT&T, a Verizon Wireless e a Orange anunciando a One Voice, no mês passado.

O sistema Fast Track disponibiliza uma técnica de controlo completamente padronizada pelo 3GPP (Third-generation Partnership Project),  corpo de governação de padrões 3G e  LTE, segundo a Nokia Siemens. Tira vantagem do IP Multimedia Subsystem (IMS), um sistema emergente usado para a implementação de serviços de redes com e sem fios.O anúncio da Nokia Siemens surgiu um dioa depois da Deutsche Telekom anunciar que tinha completado uma chamada de voz em LTE usando a tecnologia VoLGA. Usou sistemas da Kineto Wireless e da Alcatel-Lucent, anunciou. O primeiro fabricante anunciou depois o lançamento de novo software para o seu gateway de acesso que a empresa diz suportar a especificação VoLGA.

Ericsson abandona Volga

Entretanto, parece que a Ericsson, membro do grupo One Voice, deixou de suportar a especificação VoLGA, e deixou a organização e a lista de membros no site. “É uma perda importante para a VoLGA,” disse o analista da IDC Godfrey Chua. Em última instância, os operadores  com LTE são mais capazes de transportar tráfego SMS em paralelo aos dados numa rede única, usando LTE, tronando mais eficiente a utilização do espectro de rádio.

Mas a transição para essa situação deverá levar vários anos enquanto o tráfego de voz continua a ser suportado por redes de 3G e redes mais antigas, diz Chua. A LTE será primeiro usada para descarregar o tráfego de dados de dispositivos  tais como portáteis, para libertar capacidade nas redes de 3G, explicou. Os dispositivos de mão com LTE não devem chegar antes do próximo ano, e os operadores deverão manter as suas redes de 3G durante anos.  A Verizon disse já este ano que iria manter a sua rede de 3G durante pelo menos cinco a sete anos.
“Não é dramático ter ou não ter um solução de voz já amanhã,” disse Chua. Contudo, os operadores querem saber que abordagem os fabricantes estão a adopter para não ficarem presos a um que não querem.

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