O processo de inovação das organizações empresariais “requer estabilidade da infra-estrutura tecnológica”. Só deste modo é possível “tornar os processos de negócio das organizações mais eficientes”. E com processos de negócio mais eficientes “é possível libertar recursos – financeiros e humanos – para a inovação”. Esta é pelo menos a convicção de Jim Hagemann Snabe, membro do conselho de administração da SAP.
Jim Hagemann Snabe refere que as organizações empresariais necessitam de inovação a “ritmos diferenciados”. Assim, enquanto que o ritmo de mudança nos processos de negócio é longo (6 anos), na inovação este ciclo é de 6 meses e nas pessoas é de seis semanas, salienta o responsável da SAP.
Para responder a esta necessidade das empresas, a estratégia de desenvolvimento da versão 7 da aplicação de gestão Business Suite, anunciada em meados deste ano, contemplou “uma nova arquitectura”, através da qual os clientes vão “reduzir significativamente” o seu Total Cost of Ownership (TCO), explica o responsável da SAP.
Assim, o desenvolvimento da nova versão da solução integrada de gestão da SAP contemplou a separação dos processos centrais, das diferentes extensões de negócio e da interface de apresentação dos dados. Deste modo, a Business Suite 7 inclui um núcleo central de funcionalidades orientadas a serviços e que incluem as melhores práticas de gestão da generalidade das indústrias. Contrariamente ao que se passou com o lançamento de novas versões no passado, em que os clientes necessitavam de actualizar a totalidade da aplicação, a versão 7 vai permitir aos utilizadores seleccionar apenas os componentes que querem actualizar, explica Jim Hagemann Snabe. Por outro lado, enquanto que nas anteriores versões a integração dos diferentes componentes da aplicação – Entreprise Resource Planning (ERP), Supply Chain Management (SCM), Customer Relationship Management (CRM) e Supplier Relationship Management (SRM) – era realizada através de “middleware”, a versão 7 da Business Suite está orientada para processos de negócio horizontais, refere o responsável da SAP.
A nova versão da Business Suite é ainda suportada por um conjunto de extensões “on-demand” e “on-premise” disponibilizadas pelo ecossistema de parceiros de negócio da SAP, explica Jim Hagemann Snabe. Independentemente do modelo seleccionado, o responsável da SAP refere que a empresa possui o compromisso com os seus clientes de disponibilizar os melhores componentes de negócio em ambos os modelos de negócio – “on-demand” e “on-premise”. Deste modo, as boas práticas de negócio podem ser incluídas nos processos de negócio “sem perder consistência”, refere. Na opinião de Jim Hagemann Snabe, enquanto que as grandes organizações empresariais irão optar por seleccionar alguns dos componentes “on-demand”, as organizações de pequena e média dimensão irão optar pela implementação da solução Business By Design.
Por último, a nova versão inclui ainda um conjunto “diversificado” de interfaces com os utilizadores para acesso a informação de gestão que permite o acesso independentemente do local e do equipamento utilizado, salienta Jim Snabe. Para o responsável da SAP, a nova versão da Business Suite irá permitir a “massificação dos utilizadores” dos sistemas aplicacionais da SAP. Para o responsável da SAP, a nova versão procura “conciliar a realidade dos processos de negócio corporativos com a realidade das comunidades sociais”.
No entender de Jim Hagemann Snabe, a versão Business Suite 7 vai permitir aos seus utilizadores "diferentes ritmos de inovação sem, contudo, perderem consistência”.










