Um inquérito global realizado recentemente junto de responsáveis de TI e de negócio concluiu que a generalidade das companhias obteve retornos do investimento realizado em comunicações unificadas e tecnologias de colaboração quatro vezes superiores ao esperado.O inquérito online, realizado em Maio, procurou analisar a implementação de ferramentas de networking nas empresas, como telefones VoIP, vídeo-conferência e instant messaging, como forma de suporte às forças de trabalho distribuídas e aos teletrabalhadores de 10 países. Patrocinado pela Cisco e pela Verizon, o estudo foi conduzido pela Frost & Sullivan, uma consultora especializada em tecnologia, junto de 3662 gestores de negócio e de TI.
Apenas 44 por cento dos responsáveis inquiridos dizem ter implementado ferramentas de colaboração, mas 80 por cento dos que não o fizeram dizem que planeiam implementá-las dentro de dois a três anos.
A gama de ferramentas de comunicações unificadas e colaboração abrangida pelo estudo foi bastante vasta, mas, de uma maneira geral, foram as ferramentas de conferência de áudio e Web as mais apontadas como tendo gerado os maiores benefícios às empresas que as implementaram, logo seguidas da vídeo-conferência (geralmente no desktop em vez de numa sala específica para o efeito) e do instant messaging, wikis e blogues, como conta Bill Versen, director de comunicações unificadas da Verizon.
O estudo teve ainda em conta outras ferramentas de colaboração, como a presença do utilizador num dispositivo, a partilha de documentos, integração de voz, e-mail e instant messaging, e funcionalidades de gestão telefónica nos telemóveis, muitas vezes chamada de convergência fixo-móvel.
Para a sua realização, o tradicional conceito de retorno de investimento utilizado para determinar os benefícios de determinado investimento feito por uma empresa foi substituído pelo que a Frost & Sullivan chama de “return on collaboration” ou ROC, quantificado de acordo com as "melhorias" obtidas por uma organização numa área funcional, como o marketing ou a investigação e desenvolvimento.
O ROC médio apontado pelas empresas foi 4.2 vezes superior ao investimento em colaboração realizado em seis funções de negócio existentes em todas as companhias inquiridas, tendo os maiores benefício sido detectados nas vendas, investigação e desenvolvimento e marketing, e os mais pequenos nos recursos humanos. As relações com investidores e as relações públicas obtiveram benefícios medianos.
Em investigação e desenvolvimento, mais de 40 por cento dos gestores sustentaram que a implementação de ferramentas avançadas de colaboração permitiu o desenvolvimento mais rápido de produtos, maximizando as hipóteses de sucesso no mercado, uma maior qualidade dos produtos e um menor custo no desenvolvimento dos mesmos. Nas vendas, mais de 40 por cento dos inquiridos afirmaram que as ferramentas permitiram melhor a qualidade da comunicação com os clientes, aumentar o sucesso das vendas e reduzir os custos associados às operações de venda e o respectivo ciclo de tempo.
Os retornos foram muito superiores nas grandes companhias, comparativamente com os obtidos em organizações com menos de mil funcionários.
O estudo também concluiu que as tecnologias de colaboração são mais prevalentes nos sectores dos serviços financeiros, alta tecnologia e serviços profissionais.
Outras conclusões do estudo da Frost & Sullivan:
• Mais de 90 por cento dos gestores de TI dizem que a qualidade do VoIP é igual ou superior à dos sistemas tradicionais.
• Na China, quase 90 por cento das organizações inquiridas utilizam VoIP como serviço telefónico principal.
• A maioria dos inquiridos reportou que as ferramentas de colaboração ajudam a equilibrar o trabalho com a sua vida pessoal, dando-lhes uma maior sensação de controlo.
• Quase 60 por cento dos inquiridos disseram que, apesar das ferramentas modernas actualmente disponíveis, existem momentos em que preferiam não estar contactáveis.
• Mais de 60 por cento opinaram que as ferramentas de colaboração reduzem a necessidade de realizar viagens de trabalho.
• Quase metade dos inquiridos informaram que as suas empresas contam com políticas de teletrabalho em vigor, embora apenas 22 por cento utilize este modelo diariamente. A Índia surge como o país mais amigo do teletrabalho (com 59 por cento das organizações a reportar políticas formais nesta área), seguida de Hong Kong (54 por cento) e Estados Unidos e China (empatados, com 47 por cento).
• Mais de metade dos inquiridos considera que a necessidade de reduzir as suas emissões de carbono é um factor determinante na decisão de adoptar tecnologias de colaboração.
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