Sector financeiro espanhol reduz investimentos em TI

28 de Setembro de 2009 às 21:43:25 por João Nóbrega

A dedicação total de recursos à área das TI por parte do sector financeiro espanhol, que se situa actualmente em pouco mais de quatro mil milhões de euros, será reduzida em cinco por cento, de acordo com um estudo elaborado pela Accenture. A confirmar-se esta redução, a descida nos custos de TI deste sector será semelhante à ocorrida no período entre 2001 e 2002.

O “Estudo dos Custos em Tecnologias da Informação nas Entidades Financeiras em 2008”, baseou-se num inquérito realizado pela Accenture junto de 30 entidades bancárias, que representam aproximadamente três quartos do sector financeiro espanhol por activos totais. O documento assegura que, em 2008, metade das entidades inquiridas iniciaram um processo de redução de custos de TI, enquanto a outra metade manteve um crescimento sustentado, registando um aumento médio dos seus investimentos em tecnologia de 2,4 por cento do sector (7,8 por cento do conjunto do sector).
Desde 2001, os investimentos em TI cresceram, em termos absolutos, cerca de 26 por cento, enquanto os volumes de negócio (margem ordinária) subiram 82 pontos percentuais e os gastos administrativos (com pessoal e de administração) aumentaram 58 por cento. Os custos de TI representam 6,5 por cento de toda a margem ordinária, 15,6 por cento dos gastos administrativos gerais (ou 14 por cento se tivermos em conta o valor médio de 2008) e 0,15 por cento dos activos médios totais.
Se em 2008 o rácio de discricionariedade do sector diminuiu dois pontos, motivado pela redução das novas aquisições de infra-estrutura e pelo aumento em maior proporção dos custos não discricionais, os cortes no investimento projectados para 2009 terão sobretudo impacto no rácio discricionariedade, que diminuirá pelo menos mais dois pontos.

Distribuição de custos em 2008

 

No ano passado, a distribuição média dos custos e investimentos de TI em cada um dos seus componentes foi a seguinte: 25,5 por cento em manutenção de hardware, licenças de software e comunicações; 20,3 por cento em novas aquisições; 40,1 por cento em fornecedores externos e 14,1 por cento em pessoal interno.
Na maioria das entidades inquiridas, a gestão continuou muito centrada nos objectivos de curto prazo, no controlo dos custos e na optimização das operações com base em medidas fundamentalmente de natureza táctica.

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