Gestão de Servidores

2 de Setembro de 2009 às 15:36:56 por João Nóbrega

Os produtos de gestão de servidores prometem manter o hardware servidor saudável e o software optimizado de modo a que os servidores tenham o desempenho expectável. Estas ferramentas, que tipicamente são software ou suites de software que, por vezes, incluem equipamentos dedicados, podem residir no servidor para medir tempos de resposta ou monitorização remota dos processadores, discos, memória e recursos NIC.

As ferramentas de gestão de servidores monitorizam as falhas e o desempenho, assim como a saúde do sistema operativo e do hardware; algumas monitorizam os serviços e processos executados nos servidores para disponibilizar a visibilidade do consumo de recursos aplicacionais. Com a implementação de tecnologias de virtualização, as tecnologias de gestão de servidores estão a evoluir para incluir gestão de configurações, disponibilidade e desempenho dos equipamentos virtuais para auxiliar os gestores de TI a identificar a causa dos problemas num equipamento hospedeiro. Os fabricantes disponibilizam ainda funcionalidades de controlo remoto que permitem que os gestores de TI desliguem equipamentos não utilizados e limitem o consumo de energia nos centros de dados.

Gestão de servidores em crescimento
Ainda não há muito tempo que o software de gestão de servidores era considerado uma tecnologia madura – e nalguns casos estagnada –, mas com o crescimento da virtualização dos servidores x86, o mercado está à beira da transformação.
“O mercado de gestão de servidores está a evoluir rapidamente em duas direcções: soluções automatizadas e sem agentes para recolha de dados para análise do desempenho e falhas e a gestão do ambiente virtualizado” refere Jean-Pierre Garbani, director da Forrester Research que recentemente avaliou o mercado de gestão de servidores num estudo. “À medida que a virtualização ganha terreno no centro de dados, também as novas soluções de gestão. A virtualização vai criar problemas que necessitam de ser resolvidos através da evolução da gestão de servidores”.
A gestão de servidores envolve mais do que ‘pinging’ um equipamento para avaliar a disponibilidade. Os gestores de TI corporativos devem estar ao corrente da saúde física dos servidores, do seu consumo energético, a sua existência no centro de dados e o número de inquilinos virtuais que hospeda num determinado momento. A gestão de servidores requer que os gestores de TI compreendam o estado dos equipamentos físicos, assim como assegurar o desempenho das aplicações, sistemas operativos e equipamentos virtuais. E com muita frequência os administradores de sistemas tem que efectuar todas estas tarefas em múltiplos equipamentos e à distância.
“As ferramentas de gestão existentes funcionam adequadamente com servidores virtuais e outros. No entanto, não possui a vantagem de visualizar a totalidade do equipamento e de manipular com as mesmas ferramentas que nos equipamentos virtuais”, refere Edward Christensen, director da Cars.com. A empresa de automóveis online utiliza VMware para virtualizar os servidores da Hewlett-Packard no desenvolvimento e nos ambientes de qualidade de segurança. “Tenho que dizer que gerir servidores virtuais é bastante mais complexo”, acrescenta o responsável da Cars.com.
O mercado de gestão de servidores, estimado em 404 milhões de dólares pela Forrester Research, irá alterar-se nos próximos anos para reflectir a adopção de ferramentas de virtualização. Apesar da maioria dos fabricantes ter anunciado produtos desenvolvidos para monitorizar VMware ou equipamentos virtuais Xen juntamente com servidores físicos, o conjunto de funcionalidades irão ser mais avançadas à medida que a virtualização se expandir a largas implementações.
Os analistas da industria referem que as ferramentas de gestão existentes de fabricantes como a BMC, a CA, a HP e a IBM podem recolher métricas e monitorizar a disponibilidade dos servidores virtuais, mas os fabricantes tem que aumentar funcionalidades para contemplar a gestão de desempenho através de múltiplos servidores físicos e virtuais. E vão enfrentar a concorrência de start-ups como a PlateSpin, a Scalent Systems, a Veeam e a Vizioncore, que nasceram nos últimos anos para endereçar as necessidades da gestão de servidores virtuais.
“Da perspectiva da monitorização, as ferramentas existentes podem recolher e apresentar gestão de dados de equipamentos virtuais – mas o truque é recorrer a inteligência para analisar todos estes dados efectivamente”, refere Jasmine Noel, analista da Ptak, Noel and Associates. “Algumas ‘start-ups’ podem fazer melhor porque estão focalizadas em todos os recursos da virtualização”.
Expressing server management
Uma segunda geração de ferramentas irá incorporar a facilidade de utilziação e um preço reduzido que os responsáveis de TI exigem. Os quarto maiores fabricantes — BMC, CA, HP e IBM – e outros estão a trabalhar para disponibilizar versões “expresso” dos seus produtos e para separar as suas suites de produto em aplicações de rápida  implementação, enquanto fabricantes como a ASG, a Compuware, a Heroix, a Indicative, a Microsoft, a NetIQ e a Quest Software estão à procura de tirar partido dos clientes exigirem alternativas de baixo custo.
“Uma das principais questões subjacentes à gestão de servidores tem sido a dificuldade de implementar e configurar os agentes”, salienta Jean-Pierre Garbani.
Para começar, os fabricantes vão ser desafiados para adoptar arquitecturas de produto actualizadas que necessitem de menor trabalho manual para instalar o software. A BMC, a CA, a HP e a IBM estão a trabalhar no sentido transformar as suas soluções de gestão de servidores para contemplar ambientes virtuais, à medida que os métodos tradicionais de gerir sistemas se estão a tornar demasiado incómodo em ambientes dinâmicos. Por exemplo, no passado muitos dos produtos de gestão de servidores requeriam que os responsáveis de TI distribuíssem agentes nos equipamentos a ser geridos – um processo intensivo em trabalho e tempo.
Presentemente, a generalidade dos fabricantes disponibilizam opções de software sem agentes que podem monitorizar tráfego e utilizar protocolos como ICMP, SNMP e SMASH para completar algumas destas tarefas. A BMC, por exemplo, disponibiliza o Performance Manager, que inclui tecnologias livres de agentes. Ows fabricantes devem adoptar ferramentas que possam determinar quando e onde um agente é necessário, que automaticamente procedam à distribuição de agentes sem a intervenção do administrador de sistemas e configurem os agentes para gerir adequadamente o equipamento alvo, salienta o analista da Forrester Research.
“Para que os grandes fabricantes mantenham as suas quotas de mercado, tem que ultrapassar os obstáculos à gestão de servidores através da eliminação dos agentes consumidores de recursos, disponibilizar auto-configuração dos pontos críticos, integrados com gestão de eventos e gestão do nível de serviço para análise de falhas e automatizando a implementação dos produtos” conclui Jean-Pierre Garbani.

Cinco questões acerca das ferramentas de gestão de servidores virtuais
Capacidade para identificar versões VM, dependências aplicacionais e papéis administrativos representam produtos diferenciadores
1. Como é que as versões das imagens dos equipamentos virtuais são identificadas?
A fotografia das imagens (incluindo o estado dos sistemas operativos hospedados nos equipamentos virtuais) devem ser identificados em função da sua localização na rede, como estão a ser utilizados e a sua correcção apropriada e status de ‘patch’.
Uma utilização popular da tecnologia de equipamentos virtuais é a de empacotar sistemas operativos hospedados (com aplicações) na ISO ou outras imagens montadas que subsequentemente podem ser implementadas como conjuntos de servidores como convidados virtuais.
É importante assegurar que as imagens contem os módulos de dependências, ‘patches’ e correcções e que estão sincronizadas, assim como com a actualização da politica corporativa.
2. Como é que as movimentações, adições e alterações são administradas?
A virtualização implica mobilidade para hospedeiros, sistemas operativos visitantes e aplicações que são executadas. Na medida em que os equipamentos virtuais são desenvolvidos para hospedar numerosos sistemas operativos, as movimentações adições e mudanças irão ocorrer nos sistemas operativos ou instâncias aplicacionais.
A análise destes desenvolvimentos é necessária, assim como a análise do hospedeiro ou da utilização do recurso mais próximo e do seu desempenho.
Apesar de cada equipamento virtual analisar o desempenho e manter estatísticas para localização e controlo de desempenho, os visitantes heterogéneos agregados com sistemas operativos voláteis podem representar um desafio para os administradores convidados, aplicações e comportamento.
3. Como é que os equipamentos virtuais e as dependências aplicacionais são verificadas?
Um dos benefícios dos ambientes de equipamentos virtuais é a agilidade que possibilita que as aplicações suportadas em equipamentos virtuais possam ser movimentadas de uma plataforma hospedeira para outra. Para facilitar esta movimentação, os administradores de TI necessitam de compreender a disponibilidade da aplicação nas instâncias movimentadas e na sincronização que é necessária entre processos relacionados.
4. Como é que os papéis administrativos são geridos através de equipamentos virtuais?
Á medida que os sistemas operativos e aplicações convidados dos equipamentos virtuais se tornam uma abstracção do ambiente especifico de hardware, a identidade da imagem e a autenticação de segurança tornam-se mais importantes.
Os controlos administrativos são necessários desde o momento de desenvolver os componentes do equipamento virtual até às alterações de configuração, afinar os parâmetros e acesso à infra-estrutura do equipamento virtual. Os equipamentos virtuais podem ser movimentados entre diferentes hospedeiros com alguma facilidade.
Para impedir o roubo e alteração da imagem são necessários controlos de auditoria da configuração do sistema.
A maioria das organizações utiliza políticas de gestão hierárquicas para disponibilizar diferentes graus de controlo administrativo sobre o hardware, sistemas operativos convidados e aplicações a ser executadas nos servidores. Estes diferentes tipos de acesso devem ser geridos e um sistema de auditoria deve ser implementado para identificar toda a actividade.
5. Quais as actividades forenses disponíveis para auxiliar a determinar a razão porque um equipamento de desligou?
Em qualquer momento que um equipamento virtual, sistema operativo hospedado ou aplicação tem um mau comportamento, torna-se importante para o departamento de TI conhecer o evento mas também compreender a informação forense acerca das condições que conduziram ao mau comportamento.
Localização, definições, sistema operativo hospedado e actividade da aplicação podem desempenhar um papel importante em disponibilizar feedback de qualidade para a actividade forense e suporte à decisão, assim como controlo de help-desk e propósito de auditoria.

Questões quentes que conduzem a boas práticas na gestão de servidores virtuais
Conselhos para ligar a gestão de servidores virtuais e físicos
A virtualização de servidores torna possível executar múltiplas aplicações e sistemas operativos em poucos recursos de hardware, o que a torna apelativa para muitos dos responsáveis de TI que procuram melhorar a utilização dos seus recursos. Segundo um inquérito recente da Forrester Research, os inquiridos tinham virtualizado cerca de um quarto dos seus servidores e tinham planos para virtualizar 50% nos próximos dois anos. À medida que as equipas de TI procuram difundir as suas implementações de virtualização, é importante liderar os desafios de gestão. Para todos aqueles que estão a lutar com a gestão de equipamentos virtuais, aqui ficam algumas respostas a cinco questões importantes.
1. Porque é que é tão duro gerir servidores virtuais?
Alguns referem que a gestão de servidores virtuais não é muito diferente de gerir servidores físicos, enquanto outros irão afirmar que depende daquilo que está a gerir. Mas todos concordam que necessita de um plano de gestão em funcionamento antes de implementar a virtualização nos ambientes de produção.
“A gestão não é uma única disciplina. Pode ir desde a continuidade do negócio até ao planeamento da gestão de ‘patches”, refere Andi Mann, director da Enterprise Management Associates. No caso do planeamento da continuidade do negócio, os servidores virtuais podem ser mais fáceis de gerir do que os servidores físicos, explica Andi Mann, mas quando se trata de actualizar ‘patches’ em múltiplos sistemas, o mundo virtual introduz complexidades. “Nem sempre consegue ter a certeza de que os sistemas virtuais são actualizados e tal situação constitui um problema”, explica Andi Mann.
Consistência e normalização tornaram-se uma questão alargada na gestão de servidores virtuais em conjunto com servidores físicos. O funcionamento da virtualização inclui recursos fáceis de implementar e tal exige que os responsáveis de TI tenham parâmetros de configuração pré-definidos para aplicações e servidores de bases de dados. Os especialistas afirmam que manter configurações exactas e actualizadas torna-se mais crítico nos ambientes virtuais porque a configuração à deriva é mais propicia a acontecer nos equipamentos virtuais. A situação é idêntica na actualização de ‘patches’.
“O foco altera-se para a gestão de ‘templates’ e para a prevenção da deriva”, refere Jasmine Noel, analista da Ptak, Noel and Associates. Os responsáveis de TI devem idealmente criar um ‘template’ normalizado que detalhe o sistema operativo, o software de fabricantes, os níveis de ‘patch’, código customizado. O ‘template’ deverá ser mantido para que cada novo servidor virtual implementado permaneça consistente com as normas pré-definidas. A actualização de ‘patches’ deverá constar do ‘template’, refere Jasmine Noel.
Para lá da manutenção e da gestão da disponibilidade, uma outra questão chave é o desempenho. A complexidade dos ambientes virtuais transforma a determinação das causas de desempenho uma tarefa difícil, referem os analistas.
“A gestão do desempenho torna-se mais astuciosa devido a ter que compreender como as questões dos servidores físicos se manifestam nos equipamentos virtuais e vice-versa”, afirma Jasmine Noel.
Apesar da virtualização permitir recursos flexíveis, múltiplos equipamentos virtuais residentes num único equipamento competindo pelos mesmos recursos necessitam da atenção dos responsáveis de TI.
2. Como é que controlo a explosão dos servidores?
A virtualização permite a facilidade de implementação, que pode tornar-se um cenário Catch-22 para os gestores de TI. A rapidez com que os servidores podem ser aprovisionados, mais a procura cresce – e tal rapidamente conduz a demasiados equipamentos virtuais.
Os responsáveis de TI e os analistas referem que controlar a explosão de servidores requer os mesmos processos e auditoria que seriam utilizados nas implementações de servidores físicos para assegurar apenas o número de equipamentos que são necessários aprovisionar.
“Ninguém pode adicionar servidores virtuais sem requere-los através das TI” afirma Marc Kraus, director de TI da Merkle. “Executamos ‘scans’ semanais como meio para manter esta realidade identificada”.
Apesar das ferramentas de gestão baseadas em politicas e de inventário poderem auxiliar as TI a manter-se actualizadas sobre o número de servidores, as TI tem que ser disciplinadas sobre os processos em curso para prevenir a explosão virtual que poderá corromper o sucesso da implementação. “As pessoas sabem que somos capazes de configurar um novo servidor virtual rapidamente pelo que os pedidos tem crescido. Basicamente tivemos que refrear o entusiasmo relativamente aos servidores”, refere Albert Ganzon, director da Pillsbury Winthrop Shaw Pittman.
Os analistas sugerem a adopção da gestão do processo do ciclo de vida do servidor através do qual o objective e o estado dos servidores físicos e virtuais é analisado.
3. As ferramentas tradicionais são adequadas para a gestão de servidores virtuais?
A generalidade dos fabricantes de gestão deverão responder “Sim!” e a maioria deu passos consistentes para suportar os ambientes virtuais.
Desde os lideres do mercado de gestão de sistemas como a CA até fabricantes de gestão de centros de dados como a BladeLogic, os fabricantes tem criado parceiras ou desenvolvido API para as ferramentas VMware para permitir a troca de dados e disponibilizar algumas métricas acerca da saúde e da disponibilidade dos servidores virtuais. Muitos fabricantes prometem disponibilizar métricas de gestão virtual e física como processadores, discos e utilização da memória, mas os responsáveis de TI necessitam de mais do que a informação básica disponibilizada por algumas das ferramentas.
“As minhas ferramentas de gestão funcionam adequadamente com servidores virtuais e com qualquer outro servidor. No entanto, a diferença reside no facto de que não possui a vantagem de ver o equipamento na totalidade e manipular com as mesmas ferramentas com que trabalha os equipamentos virtuais” refere o responsável da Cars.com. “Representações visuais dos ambientes e bons ‘dashboards’ são componentes chave da gestão de ambientes virtuais”.
Start-ups como a PlateSpin, a Scalent Systems, a Veeam, a Vizioncore e outras empresas nasceram para preencher o fosso existente nos produtos dos fabricantes tradicionais. Por exemplo, algumas das áreas de foco das “start-ups” estão relacionadas com a identificação das aplicações executadas nos equipamentos virtuais e com os pedidos e respostas no ‘stack’ virtual. As ferramentas mais inovadoras de gestão de servidores podem auxiliar os gestores de TI a identificar mais rapidamente qual das aplicações e em qual dos equipamentos está a ter um fraco desempenho.
Para os responsáveis de TI que não estão prontos para investir em software especializado para gestão virtual, existem algumas técnicas mais adaptadas aos ambientes virtuais. Por exemplo, a Ganzon aumentou o investimento em produtos de rede da Network General [adquirida pela NetScout] para monitorizar o tráfego dos servidores virtuais. Agregou a análise de tráfego da Network General com métricas de desempenho de servidores físicos com software da ServerVantage da Compuware.
4. As ferramentas que vêm integradas com os hipervisores de virtualização são adequadas à tarefa?
Existe consenso de que as ferramentas de gestão que vêm integradas com os hipervisores VMware ou Xen não são adequadas para grandes implementações de virtualização.
Apesar do software disponibilizado pela VMware permitir a gestão do hypervisor e daquele ambiente, os analistas referem que as funcionalidades não vão para lá da disponibilidade de contemplar o desempenho ou outros produtos. Adicionalmente, a maioria das redes de comunicações tem mais do que um hypervisor em execução, pelo que existe procura para uma abordagem heterogénea à gestão de servidores virtuais.
Por outro lado, a tecnologia disponibilizada pelos fabricantes de virtualização não funciona adequadamente quando os responsáveis de TI procuram escalar as suas implementações de virtualização até centenas de servidores. Apesar ser expectável que os fabricantes de virtualização venham a diferenciar-se no futuro através de funcionalidades de gestão, as ferramentas existentes actualmente não são adequadas a redes multi-fabricante e com diferentes sites. Claro que tal não significa que os responsáveis de TI que implementem projectos de virtualização não as possam utilizar.
5. Quais são as opções freeware e open source para gerir servidores virtuais?
Empresas como a Hyperic e a Veeam distribuíram produtos desenhados para gerir ambientes virtuais. A Hyperic, que disponibilizou o Hyperic HQ for VMware no ano passado, incluiu funcionalidades para alargar o produto estrela aos ambientes virtuais. O fabricante desenvolve API VMware e interface para o Virtual Center que permite a descoberta de servidores físicos e virtuais e incorporar instâncias virtuais num inventário de todos os sistemas. Se algo se alterar, o software detecta, actualiza o repositório e alerta o departamento de TI. O HQ desempenha aquilo que pode ser chamado como “mapeamento fisicoe virtual” que mostra aos responsáveis de TI os equipamentos virtuais e os seus hospedeiros, assim como os sistemas operativos e aplicações que são executadas no interior dos equipamentos virtuais.
No caso da Veeam, a start-up está a desenvolver software comercial a partir do sucesso da sua aplicação freeware. FastSCP 2.0 for VMware é uma versão freeware de gestão de ficheiros que auxilia os clientes a movimentar equipamentos virtuais e copiar instancias de um servidor para outro servidor. O FastSCP foi inicialmente lançado em Outubro de 2006 e “tornou-se uma norma para a gestão de ficheiros ESX”, refere Ratmir Timashev, Chief Executive Officer da Veeam.
Outros analistas evitam aconselhar a utilização de aplicações freeware ou open para gestão de servidores virtuais. “O risco de utilizar freeware ou open source é reduzido se preencher uma lacuna existente nas ferramentas de gestão, mas eu ficaria nervoso acerca de tentar ampliar as funcionalidades ou escalar a aplicação para dar cobertura a uma implementação de nível corporativo.

Gestão é a chave de servidores saudáveis
As tecnologias de gestão de servidores têm sido tradicionalmente utilizadas para manter o hardware servidor saudável e o software servidor optimizado para obterem um desempenho adequado às necessidades das organizações.
As ferramentas disponíveis actualmente variam desde software residente em equipamentos que medem os tempos de resposta do servidor até ferramentas desenhadas para remotamente monitorizar processadores, discos, memórias e recursos NIC. Tipicamente, a gestão de servidores requer tecnologia que monitoriza os eventos de sistema e a persistência de desempenho dos parâmetros, assim como a saúde do sistema operativo e do hardware. As tecnologias monitorizam ainda os serviços e processos executados nos servidores para adquirir, por exemplo, visibilidade no consumo de recursos das aplicações.
Uma aplicação de gestão de servidores envolve software instalado em servidores dedicados que actuam como consola central de gestão e agente de software residente nos equipamentos geridos. Com a crescente popularidade das plataformas J2EE e .Net cada vez mais fabricantes estão a disponibilizar ferramentas de monitorização que não requerem agentes instalados nos servidores, mas que monitorizam os pedidos e respostas dos servidores. Adicionalmente, as ferramentas de controlo remoto que permitem que os responsáveis de TI acedam a servidores à distância auxiliam à redução do trabalho manual e possibilitar aos responsáveis de TI a distribuição de software e de ‘patches’.
Com a difusão da virtualização nos centros de dados e através das redes de comunicação, as tecnologias de gestão de servidores tem vindo a evoluir para incluir a gestão de configurações, disponibilidade e desempenho dos equipamentos virtuais (instancias múltiplas de um sistema operativo executado no mesmo servidor) para auxiliar os responsáveis de TI a identificar a causa dos problemas.
E com iniciativas de TI ambientalmente sustentáveis em curso, reduzir a pegada de carbono dos servidores tornou-se uma prioridade dos responsáveis de TI que irão procurar reduzir o consumo energético no centro de dados. Os fabricantes de gestão de servidores disponibilizam funcionalidades de controlo remoto que permitem a estes responsáveis desligarem equipamentos que não estão a ser utilizados e limitar o consumo nos centros de dados.

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