Três países africanos da região Leste e Sul do continente estão prestes a receber mais de 150 milhões de dólares das mãos do Banco Mundial para a terceira fase do programa regional de criação de infra-estruturas de comunicação. Moçambique vai receber 3\1 milhões.
O conselho executivo do banco aprovou um crédito através da International Development Association (IDA) destinado a alargar o acesso a serviços de comunicação acessíveis em Moçambique, Tanzânia e Malawi, países que nunca chegaram a beneficiar da primeira e segunda fases do programa. A IDA é o braço financeiro do Banco Mundial responsável pela atribuição de empréstimos de longo prazo e sem juros aos países mais pobres do mundo.
Quénia, Ruanda, Madagáscar e Nigéria já beneficiaram deste programa do banco, cujo objectivo é o de desenvolver a infra-estrutura de comunicações da região.
O Programa Regional de Infra-estruturas de Comunicações ajudará a região a diminuir o atraso face ao resto do mundo, de acordo com Peter Nicholas, o responsável do Banco Mundial para a Zâmbia e Zimbabué. Ao longo dos últimos anos, a região africana tem vindo a desenvolver notavelmente as suas infra-estruturas de telecomunicações, mas o Banco Mundial diz que estes avanços não são suficientes para reduzir o elevado custo das comunicações para os cidadãos. Refira-se que a região africana tem actualmente o mais elevado custo de comunicações em todo o mundo, graças a uma infra-estrutura de telecomunicações extremamente delapidada.
O banco disponibilizou activos no valor de 424 milhões de dólares para o melhoramento do acesso à banda larga por parte dos cidadãos, dos governos e das empresas, no Leste e Sul do continente. Ao abrigo da terceira fase do programa, o banco irá atribuir à Tanzânia 100 milhões de dólares, ao Malawi 20 milhões e a Moçambique 31 milhões.
"O dinheiro irá ajudar o Malawi e Moçambique a acompanhar o resto da região no desenvolvimento das suas infra-estruturas de tecnologias da informação e comunicação", sublinha Nicholas.
Além disso, o banco quer que o Malawi e Moçambique desenvolvam as suas redes nacionais de backbone, que mais tarde serão conectadas ao projecto East Africa Submarine Cable System (EASSY) que está a ser implementado no fundo do Oceano Índico e suportado pelo Banco Mundial.
A Tanzânia, o Malawi e Moçambique são membros do projecto EASSY e o banco acredita que a ligação aos cabos submarinos reduzirá os custos das comunicações telefónicas internacionais e dos serviços de Internet de banda larga.
A primeira fase do Regional Communication Infrastructure Program foi aprovada pelo banco em 2007 e centrou-se no apoio ao Burundi, Quénia e Madagáscar, no valor de 164 milhões de dólares. A segunda fase, composta pela atribuição de fundos no valor de 24 milhões de dólares ao Ruanda, foi aprovada em Setembro do ano passado.
A iniciativa foi criada pelo Banco Mundial em parceria com o African Development Bank com o objectivo de ajudar a mobilizar fundos para investimento em infra-estruturas de TIC e aplicações por toda a região africana.
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