O fabricante construiu um centro de dados que é arrefecido por ar marítimo. O consumo energético da infra-estrutura foi reduzida para metade, beneficiando de uma solução que combina três factores, entre eles, a elevação do piso, em três metros.
Na costa Norte do Reino Unido, a unidade EDS da Hewlett-Packard acaba de construir um centro de dados que depende do ar marítimo para arrefecer os seus servidores, reduzindo assim para metade as necessidades de consumo energético dos sistemas de refrigeração do centro de dados. A redução esperada nos custos com electricidade, dos 15 para os 7,5 milhões de dólares, é conseguida através de uma combinação de factores que começa desde logo com um piso elevado de três metros e meio, três ou quatro vezes a altura do chão normal de um data center tradicional.
O chão elevado permitiu aos autores do projecto a instalação de ventoinhas com mais de dois metros de diâmetro, que puxam para dentro do centro de dados o ar no exterior, o que é suficiente para refrigerar as instalações de 28,300 metros quadrados. As ventoinhas e maior dimensão são mais eficientes do que um maior número de ventoinhas mais pequenas, na opinião Ed Kettler, responsável da EDS, a divisão da HP responsável pela construção do novo centro de dados. "Trata-se de uma nova abordagem à construção de centros de dados”, sustenta.
O ar arrefecido move-se para cima a partir do piso elevado e pressurizado através de dissipadores até chegar a um corredor frio entre os racks de servidores, sendo depois removido através de um corredor quente. De acordo com Ed Kettler, o ar frio do exterior pode ser usado virtualmente sem limites e ao longo de todo o ano. A HP organizou uma visita virtual ao centro de dados para mostrar como este sistema funciona.
Esta utilização do ar frio exterior faz parte de uma nova abordagem em termos de concepção de centro de dados que tem por objectivo capitalizar as condições ambientais na altura da construção das instalações.
O Google, por exemplo, construiu um centros de dados em Dalles, no estado norte-americano do Oregon, que utiliza sistemas de energia hidroeléctrica, enquanto também a Microsoft já veio dizer que planeia utilizar o ar exterior para ajudar a refrigerar o seu gigantesco centro de dados de Chicago. Os centros de dados e os servidores representam mais de 1,5 por cento de toda a energia consumida nos EUA, o que é superior ao consumo de todas as televisões no país, como contou a U.S. Environmental Protection num relatório publicado em 2007 sobre as necessidades energéticas da indústria de TI.
Outras medidas tomadas pela EDS para reduzir a factura da electricidade incluem pintar os racks de servidores, normalmente cinzentos, de branco, uma cor muito mais reflectiva que reduz o nível de iluminação necessária. Um sistema inteligente de iluminação que gere e focaliza a luz onde esta é mais necessária está também a ser utilizado.
Num data center localizado em Tulsa, no estado do Oklahoma, a EDS fez uma abordagem diferente, construindo um tanque de água com capacidade para três milhões de litros para ajudar a refrigerar a unidade. A água é arrefecida durante a noite, permitindo à EDS fugir ao horário em que a electricidade é mais cara, e é usada durante o dia para arrefecer as instalações. Quando questionado sobre o retorno do investimento desta abordagem, Kettler afirmou que "se o retorno acontecesse passados mais de três anos, nunca optaríamos por esta solução”.










