SAP nomeia directora-geral para Portugal

4 de Junho de 2009 às 16:36:01 por João Nóbrega

Edenize Maron foi formalmente apresentada como directora-geral da organização portuguesa da SAP. Vinda das estruturas do fabricante no Brasil, a responsável vai reportar ao director-geral da SAP Ibéria, José Velásquez. O objectivo será conseguir uma maior presença da empresa, no país.

Depois de ter, durante vários anos, prescindido de ter um responsável (pelo menos oficial) na direcção da organização em Portugal, a SAP nomeou para o cargo, Edenize Maron. Das explicações do director-geral da SAP Ibéria, José Velásquez, a quem a executiva terá de reportar, a decisão impunha-se pela crise que os mercados atravessam. A recessão exigirá maior presença e uma abordagem mais “cirúrgica” ao mercado portugueses, na análise da SAP. Segundo José Velásquez trata-se de uma nova realidade, onde é necessário “compreender melhor os clientes” e estar mais próximo dos parceiros. A qualidade da relação com o cliente ganha prioridade. Mas no fundo o objectivo será sempre aumentar a quota de mercado. Para Maron, o principal desafio para SAP actualmente é um problema de escala: “será importante escolher as soluções que fazem sentido, e sermos cirúrgicos nisso”. Por exemplo, a disponibilização de software como serviço no mercado português não parece ter entusiasmado a executiva, face à fraca procura mostrada pelo mercado português nesse sentido. Apesar disso, A nova directora-geral, diz que a SAP tem no portefólio, vários serviços para serem disponibilizados se houver procura, para processo de negócio não estratégicos.
A abordagem da nova directora-geral baseia-se em três pilares, que a mesma justificou: a proximidade, produto e  pessoas. “Houve uma mudança de agenda nos clientes que deixaram de pensar em adquirir mais empresas, para se focarem na optimização das suas estruturas”, defende. Essas alterações, levaram à necessidade de os fabricantes estarem mais próximos dos clientes e até participarem nas suas análises.
O factor “pessoas” tem a ver com a capacitação dos recursos humanos do fabricante, mas também dos parceiros de negócio.
Claro que os produtos da SAP também entram na equação, mas  constituem também um elemento que terá de beneficiar da proximidade dos clientes. Maron considera fundamental perceber quais são os problemas e as questões dos clientes. Na visão da responsável, as principais preocupações das organizações portuguesas têm a ver com a eficiência operacional e financeira, além das questões de conformidade.
Como sectores de enfoque, a executiva elege a banca e o sector público, englobando pequenas e médias organizações nesse universo.

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