Rentabilizar as ferramentas de Business Intelligence e potenciar o negócio da sua empresa

3 de Junho de 2009 às 10:46:38 por João Nóbrega

No mundo empresarial, em qualquer área de actuação, a recolha de informação e dados é fundamental para o sucesso do negócio, sendo assim uma peça chave a considerar pelos gestores. Estar bem informado, significa mais facilidade na tomada de decisões e uma mais rápida a adaptação às alterações de mercado.

 

 

 

Marcelo Silva

Business Development Manager
Information Builders Ibérica – Portugal
marcelo_silva@ibi.com

 

Hoje em dia, grande parte das empresas possui essa informação relevante, geralmente em dados recolhidos ao longo do tempo por sistemas ERP (Enterprise Resource and Planning) ou CRM (Costumer Relationship Management), no entanto, não sabe qual a melhor forma de aceder e tirar partido desta informação. De facto, este é um desafio actual para as empresas e gestores.
As ferramentas de Business Intelligence (BI), visam proporcionar o apoio estratégico à decisão de negócio através do conhecimento global e integrado da empresa, mercado e clientes. Através desta plataforma, os gestores podem agrupar, explorar, analisar e trabalhar dados e informações recolhidas. No entanto, as ferramentas de BI foram inicialmente desenhadas para serem utilizadas apenas por analistas de negócio de back-office, e só muito recentemente começaram a ser utilizadas por outros targets, como a administração, através de suportes como os painéis de controlo (ou dashboards) e métricas de performance.
Esta realidade de implementação típica de BI que restringe o número de utilizadores resulta numa redução dos benefícios do investimento em dados por parte da empresa. O resultado, até à data, tem sido projectos de armazenamento de dados dispendiosos com um Retorno de Investimento (ROI) inferior ao esperado. De facto, estima-se que menos de 20% dos dados esteja acessível e que, na grande maioria das empresas, menos de 20% de potenciais utilizadores de BI tenham realmente acesso a estes, o que representa uma utilização inferior a 4%.
Mas como poderemos rentabilizar o investimento e as ferramentas de BI? Se alargarmos o BI a uma nova vaga de utilizadores, aos chamados “utilizadores operacionais do negócio”, poderemos rentabilizá-lo. Mas se seguida, surge-nos uma nova questão: Qual o real contributo para as empresas deste grande fluxo de utilizadores? Consideramos que a resposta reside na premissa de que a informação pode ter um efeito comportamental positivo quando está directamente disponível. Ou seja, apesar de a administração representar o grupo mais visível de utilizadores de BI, os colaboradores operacionais oferecem o maior potencial de ROI para as empresas, registando-se um aumento de performance destas quando cada indivíduo tem acesso à informação necessária e métricas de desempenho relativas à sua própria performance e aos processos aos quais está directamente relacionado.
Estamos a falar de cerca de oitenta por cento da população não contemplada pelas ferramentas de BI actualmente. Contudo, à medida que o seu nível de conforto com a tecnologia cresce, cresce também a sua procura por informação. Se conseguirmos tornar as ferramentas de BI tão simples de utilizar como um motor de busca, estas serão utilizadas de forma óptima por este target.
Consideramos que actualmente o business intelligence já não é uma ferramenta cujo objectivo é tornar as massas melhor informadas mas sim cuja finalidade é tornar cada indivíduo mais analítico, para que contribua para o crescimento e desenvolvimento da organização onde é parte integrante. Falamos da passagem de modelos informativos para modelos preditivos, ferramenta essencial na condução de um negócio.
Na sua essência, considera-se que o BI se está a alargar da sua perspectiva histórica de relatório e análise para um modelo de tomada de decisões em tempo real e até de previsão da mudança. Os próximos anos deverão ser interessantes para o desenvolvimento destes sistemas, à medida que vamos tomando conta das verdadeiras potencialidades do BI e do seu impacto directo no negócio.

Notícias Relacionadas

Insira um comentário, ou crie um trackback no seu próprio site.

Deixe o seu Comentário