Denominado pelo pelo marketing do fabricante Dynamic Cube, o sistema de servidores blade Primergy BX900 constitui um sinal que a companhia pretende dar ao mercado: o de querer ser equirado a outras empresas produtoras de equipamento semelhante.
A Fujitsu revindica uma quota de 4% no mercado de servidores e pretende em cinco anos, concentrar uma fatia de 10% do mesmo universo. Um dos factores desse processo é o equipamento de infra-estrutura lançado para concorrer no segmento dos sistemas de servidores blade x86. Promovido como Dynamic Cube ou Cubo Dinâmico, o Primergy BX900, assenta em quatro elementos principais, semelhante a outras ofertas no mercado. A atenção à redução de custos operativos é sustentada por um conceito de alimentação e arrefecimento dinâmicos e automatizado. As mesmas características foram incutidas nos elementos de virtualização. A redução do tempo em o equipamento precisa de estar em baixo é o terceiro factor. Para exemplificar este aspecto a empresa diz que a substituição de um servidor a desempenhar funções, por outro, é gerido por software. Além disso, todos componentes activos podem ser substituídos com a máquina em funcionamento. Além disso, a Fujitsu diz ter procurado proteger o investimento dos clientes, ao desenhar o equipamento com uma arquitectura que manterá no mercado nos próximos cinco anos. De acordo com o fabricante, o sistema concebido consegue receber 18 servidores blade num chassis de 10U padrão. Só por isso, a Fujitsu espera que o sistema consiga oferecer um acréscimo de desempenho de 12%, face a outras ofertas no mercado.
De acordo com os responsáveis do fabricante, a arquitectura da solução permite expandir a plataforma infra-estrutural para 78 servidores. Para isso são montados quatro unidades do equipamento, que, interligados, passam a funcionar como uma unidade de computação só. As tecnologias de comunicação utilizadas são Ethernet e Fibre Channel, tendo sido excluída a tecnologia PCI Express. O midplane da plataforma não tem elementos activos e as ligações são todas do tipo ponto a ponto.
Resource Coordinator é elemento crucial
O ServerView Resource Coordinator é no fundo a ferramenta de gestão automatizada de recursos de computação e de comunicação. Serve para gerir tanto servidores físicos como máquinas virtuais, equipamentos da Fujitsu e de outros fabricantes de tecnologias de informação. Com a referida ferramenta, o fabricante promete que as empresas poderão usufruir de uma gestão automatizada da sua infra-estrutura tecnológica. Para permitir reacções automáticas às necessidades, é possível por exemplo pré-configurar transferências de capacidade de computação ou de memória.Além disso, o equipamento facilita a integração com hipervisores de virtualização, como o Hyper-V ou o Xen; e proporciona poupanças de tempos de implementação e substituição de servidores na ordem dos 90%, segundo a Fujitsu.
Faltava a capacidade de gestão
Para Thomas Meyer, vice-presidente da IDC para soluções de Infra-estrutura e sistemas, na EMEA, o lançamento do Dynamic Cube é um grande passo para a Fujitsu. “Permite-lhe alcançar outros fabricantes no segmento dos servidores blade, em que estavam atrasados”, considera o analista. Na opinião do mesmo a solução tem qualidade e com ela o fabricante procura mostrar ao mercado que tem as capacidades tecnológicas necessárias. O sucesso da empresa neste segmento passará pela especificidade da solução, decorrente da preparação especilizada para certas plataformas – como por exemplo as da SAP. Fundamental, segundo Meyer, será também o Resource Coordinator, e a expansão das suas capacidades a outros equipamentos. “ O hardware já era interessante mas antes não havia essa plataforma de gestão”, explica o responsável da IDC. Mas a Fujitsu ainda precisa de conseguir de tomar as decisões certas quanto às racks e quanto aos preços.
No que se refere ao contexto concorrencial, Meyer prevê que os movimentos de consolidação do mercado continuem. Restam dois caminhos para os fabricantes de hardware: estabelecem fortes parcerias e se especializam; ou crescem por aquisição. No fundo, a questão passará por adicionar software aos portefólio. “Ou então serão adquiridos por empresas cujo negócio está centrado nos serviços,” vaticina o analista. Neste contexto, Meyer questiona o posicionamento da Dell. “Os outros fabricantes têm tudo. Conseguirá a Dell manter-se competitiva e sobreviver?”.
Além disso será necessário dar fortes incentivos às forças de vendas e aos canais de parceiros. “ Se não vai ser muito mais duro”, prevê.










