Uma sondagem de responsáveis de TI’s promovida pela IDC em 10 países no final de 2008 mostrava que o aumento das necessidades energéticas e o custo galopante da energia continua a ser a principal razão para a adopção de soluções ambientalmente responsáveis para a infra-estrutura tecnológica das empresas, nomeadamente servidores e data centers.
Já em 2007, um estudo dos Lawrence Berkeley National Laboratories dos EUA* tinha concluído que os servidores tinham igualado os aparelhos de televisão em termos de consumo energético, representando 1,2% do total do consumo de energia nos Estados Unidos, um indicador que, por sua vez, tinha duplicado desde 2002. Uma ilustração cabal da forma como o advento da sociedade de informação veio colocar novos desafios de gestão energética e ambiental ás empresas e sociedades.
Por via das necessárias reduções de custos, na actual situação económica a questão da eficiência energética vai continuar no topo da agenda das empresas dependentes de grandes infra-estruturas de computação. E embora estejamos num contexto em que se tornou subitamente mais difícil justificar investimentos em estratégias de sustentabilidade ambiental, continua a existir uma vantagem competitiva no desenvolvimento de iniciativas pragmáticas que reduzam os consumos energéticos, controlem o desperdício, e ajudem a criar uma reputação de responsabilidade face a todos os “stakeholders”.
Há que procurar soluções inovadoras para maximizar a conversão da energia na capacidade de computação que é o oxigénio das nossas sociedades de informação.
Para os responsáveis de TI’s e para os gestores dos Data Centers, isto significa sobretudo enfrentar os custos crescentes do consumo de energia das suas instalações, com orçamentos mais reduzidos. Neste contexto, há que procurar soluções inovadoras para maximizar a conversão da energia na capacidade de computação que é o oxigénio das nossas sociedades de informação.
A eficácia energética (ou seja, grosso modo, o ratio entre a energia consumida e a energia aplicada em computação) dos data centers actuais situa-se nos 30% a 40%, com a restante energia a ser consumida sobretudo com a climatização. E com os níveis de redundância exigidos para os Data Centers mais seguros e as novas tendências de virtualização e utilização de máquinas “blade”, as necessidades de climatização vão certamente continuar a crescer.
Neste contexto, os responsáveis pelos data centers tem de inovar na abordagem á eficiência energética, utilizando uma nova geração de soluções tecnológicas, parte das quais lhes permite obter poupanças consideráveis sem pesados investimentos. Desde uma nova geração de equipamentos de refrigeração, até abordagens modulares inovadoras de construção de “datacenters”, passando por sofisticados modelos de simulação gráfica que servem de base a decisões de optimização ou de mudança física do layout, com impacto imediato nos consumos de energia.
Num futuro próximo, a atenção dos responsáveis irá para um conjunto emergente de tecnologias que prometem a monitorização dinâmica e inteligente dos parâmetros ambientais do data center.
Num futuro próximo, a atenção dos responsáveis tenderá a ser desviada para um conjunto emergente de tecnologias que prometem a monitorização dinâmica e inteligente dos parâmetros ambientais do data center, utilizando uma nova geração de sensores, e permitindo uma gestão integrada da infra-estrutura, possibilitando também análises antes da colocação de equipamentos e garantindo a coerência e eficiência do ambiente físico.
A questão energética e térmica vai continuar a ser o maior desafio para os gestores de data centers. Segundo a IDC*, cada dólar gasto em novo hardware requer que se gastem mais 50 cêntimos em energia e climatização. Em 2012, a manter-se a tendência actual, este custo chegará aos 80 cêntimos por cada euro. Em 2007, a factura energética dos Data Centers estava estimada em 4,4 mil milhões de euros, um aumento de 13% em relação a 2006.
Neste contexto, uma nova geração de soluções de modelação e simulação, e de monitorização dinâmica e inteligente do ambiente, constituem a melhor promessa de melhoria da eficiência energética e térmica das instalações, e de instalações especiais finalmente operadas com uma gestão dinâmica implementada com total confiança na eficiência e na operacionalidade da instalação.
João Caldeira Cabral, Administrador Executivo da Nexinotel
*The Energy Footprint of the European Server Infrastructure 2006-2007, 2008-2012 Forecast (IDC#GE06Q, September 2008)
ESTIMATING TOTAL POWER CONSUMPTION BY SERVERS IN THE U.S. AND THE WORLD; Jonathan G. Koomey, Ph.D.; Staff Scientist, Lawrence Berkeley National Laboratory and Consulting Professor, Stanford University
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