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Como as TICs podem auxiliar as empresas nacionais a ultrapassar a crise

13 de Maio de 2009 às 15:15:41 por João Nóbrega

As TICs são hoje assumidas pelas empresas como um driver de negócio, e recai sobre os prestadores de TICs uma elevada expectativa na apresentação de soluções para os desafios de negócio. A actual crise económica e financeira é um novo desafio de gestão para o qual as TICs podem ser parte integrante da resposta.

É sabido que o contexto de crise abre oportunidade para acelerar medidas de gestão, e a melhoria da utilização das TICs na empresa é uma das medidas a considerar. O prestador integrado de TICs apoia as empresas na potenciação das TICs nos seus processos de negócio com resultados ao nível da redução de custos gerais, da melhoria de processos de negócio e sua eficiência, da racionalização do uso de recursos, ou mesmo da entrada em novas oportunidades de negócio.
Ligar os colaboradores entre si e ligá-los com o mundo, apetrechar o posto de trabalho e a empresa com os meios tecnológicos para conduzir o negócio, são pilares intemporais da actividade produtiva. Nos períodos de crise a eficiência é um objectivo crítico e cada empresa deve ter um programa de desenvolvimento das TICs integrado no contexto operacional da empresa.

Apostar em TICs para reduzir custos gerais
Muitas das novas aplicações de TICs no seio da empresa têm um impacto positivo no bottom line, pela alternativa de processos que permitem e pelo suporte a uma gestão mais adequada. O departamento de TICs não deve ser encarado como um centro de custos, e o orçamento de TICs deve ser analisado pelo retorno de investimento de cada um dos projectos. O desenvolvimento de TICs pode ser necessário no actual contexto económico, e o saldo global em custos – custos TICs e custos gerais – pode ser positivo.
As TICs permitem hoje desmaterializar alguns processos administrativos com soluções de factura electrónica e gestão documental, que reduzem os custos humanos envolvidos nesses processos e aumentam a sua eficiência.
Remotizar procedimentos, controlando remotamente máquinas e pessoas, como alternativa às soluções tradicionais de intervenção e presença nas instalações, torna-se possível por recursos às soluções de videovigilância, telemetria e controlo remoto. Os custos associados às deslocações ou à intervenção humana são assim evitados. As novas soluções de telepresença e de videoconferência são cada vez mais alternativas procuradas pelos clientes, como forma de colaboração virtual com redução de custos, a somar aos ganhos ambientais.
As ofertas de gestão de frotas e de gestão de equipas – sejam elas forças de vendas ou equipas de intervenção de campo – são cada vez mais usadas pelos clientes para automatizar procedimentos, melhorar a performance e gerir e controlar esses recursos, e com isso melhorar a sua produtividade.

Aprofundar o âmbito e o modelo na relação com o prestador de TICs
Num contexto de contracção económica, a gestão das empresas está sobremaneira atenta às possibilidades de redução de total cost of ownership (TCO) dos recursos. A delegação de funções e processos a terceiros que saibam fazer reflectir nos clientes as suas sinergias na gestão e execução desses recursos, será neste contexto ainda mais relevante. Os modelos de prestação de serviço e o âmbito da oferta hoje disponibilizados, permitem a redução directa de activos – plataformas, RHs – na posse do cliente, bem como a concentração do cliente na gestão do seu negócio core, quando ela é tão necessária.
A oferta de outsourcing abrange as áreas de outsourcing de redes, TIs, call centre e impressão, indo até ao outsourcing de processos de negócio (BPO), e propõe-se retirar ao cliente o ónus da posse e operação dessas vertentes, também com benefícios demonstráveis ao nível financeiro e de controlo de actividade.
Paralelamente a adesão a serviços geridos, ou seja à gestão pelo prestador das vertentes de monitorização, suporte, configuração, actualização dos serviços do cliente, é uma alternativa à existência de staff interno para gestão de TICs. A actual oferta de desktop management, security managed services e serviços geridos de WAN/LAN, traz novas opções a considerar pelos clientes.
Aproveitar a capacidade consultiva dos prestadores de TICs, baseada no conhecimento das melhores práticas dos vários sectores de actividade e processos de negócio associados, permite ao cliente o apoio na análise de diversas opções que respondam a desafios operacionais da sua empresa.

Racionalizar o uso de TICs
Tal como sucederá com todos os recursos da empresa, a actual crise fará passar também pelo escrutínio da gestão de topo a infra-estrutura de TICs, com vista a contribuir para o esforço de fazer mais com menos. Face à constante evolução tecnológica, cabe fazer notar que a própria renovação tecnológica de TICs pode representar uma redução dos custos, e não deve deixar de ser equacionada em tempos de crise.
Resultado directo dessa evolução tecnológica, a consolidação/virtualização da infra-estrutura de alojamento, bem como a integração de redes de voz e dados, são opções de análise mandatórias na optimização da infra-estrutura de TICs.
A vertente financeira da crise e a consequente escassez no financiamento, recomenda também uma gestão de CAPEX/OPEX inteligente. As modalidades de aluguer de equipamento e as soluções hosted são alternativas a opções de compra com investimento inicial.
O nível de incerteza do negócio faz valorizar o controlo da despesa de TICs, nomeadamente pela adesão a novos modelos de pricing – flat rates ou fee por utilizador – hoje disponíveis. A redução da despesa em TICs pela gestão do binómio custo/QoS deve ser assumida, avaliando também os custos induzidos do contexto TICs de cada opção.

Apostar em novos mercados com o suporte de TICs
As empresas mais preparadas para gerir o contexto de crise identificam nela oportunidades que podem passar pela entrada em novos mercados, como alternativa à desaceleração dos mercados actuais e aproveitando a fragilização de concorrentes menos aptos.
O footprint internacional do Grupo PT pode apoiar a internacionalização dos clientes, com o portfolio internacional focado, mas não limitado, à conectividade, controlando o investimento e o risco desse tipo de operação.
Paralelamente, a exploração do mercado on line com a criação ou reforço do canal virtual pode também potenciar a oferta de presença web e a capacidade de e-business.

Em resumo, as empresas devem às TICs parte importante do sucesso na condução do negócio e do seu crescimento nas últimas décadas. Nas TICs suportar-se-á também a gestão adequada do actual contexto económico adverso, sendo para isso importante um parceiro com a competência e a solidez necessárias à criticidade deste processo.

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Um comentário a “Como as TICs podem auxiliar as empresas nacionais a ultrapassar a crise”

  1. cristovao mahaui diz:

    as tics podem auxiliar as empresas nacionais a ultrapassar a crise na medida em que elas podem as proprias empresas olham as tics como um indicador dos seus negocios e traz para os mocanbicanos um grande expetativa na apresentacao de solucoes para os desafios de negocio atraves da internet

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