As TIs são fundamentais para uma mudança positiva das empresas

13 de Maio de 2009 às 15:12:58 por João Nóbrega

Os orçamentos de Tecnologias de Informação (TI), embora mais resistentes às oscilações da economia do que há cinco atrás, não estão de todo imunes aos efeitos da crise económica actual. As previsões e as revisões de previsões em baixa das analistas do mercado de Tecnologias de Informação confirmam isto mesmo. Apesar deste cenário, as empresas devem continuar a depositar a sua confiança nas Tecnologias de Informação para que possam ultrapassar esta crise.

Umas terão mais capacidade do que outras para reestruturar a sua actividade e equacionar como poderão produzir mais com menor custo. É neste último ponto fundamental que os fornecedores de Software de Gestão Empresarial se deverão focalizar para desenvolverem soluções que permitam aumentar a produtividade global dos seus clientes. Não podemos, no entanto, esquecer a força dinamizadora da economia portuguesa que é o segmento das pequenas e médias empresas (PME). Apesar da sua importância, as PMEs pela dificuldade de acesso ao crédito e pelo custo que este representa são, ainda assim, o segmento que parece estar mais exposto às “intempéries” do presente cenário económico mundial e que, para sobreviverem terão que ser mais agressivas aos níveis operacional e comercial. Para atingir estes objectivos as PME terão obrigatoriamente de investir em ferramentas que aumentem a sua eficácia.
A oferta terá que responder à procura de eficácia e de produtividade, mas também ao imperativo da redução de custos.
A oferta de soluções de Software de Gestão Empresarial terá que responder, por isso, à procura de eficácia e produtividade, mas também ao imperativo da redução de custos. Este cenário vai obrigar os fornecedores de software a oferecerem soluções rápidas e fáceis de implementar, dois factores fundamentais para a redução de custos, e soluções em pacote, isto é, que incluam produtos, serviços e, muito importante, opções de financiamento que permitam superar a dificuldade de acesso ao crédito.
Para ultrapassar a crise as empresas estão assim a redireccionar as suas prioridades de investimento para soluções que tenham impacto directo sobre as vendas, o controlo de desempenho e os custos. No leque de oferta de software aplicacional que responde a estes objectivos, a procura por soluções de customer relationship management (CRM) deverá crescer, pelas vantagens que apresentam no conhecimento dos clientes e consequentemente sobre as vendas. Os ERP, pelas vantagens que trazem à organização para controlo de custos e despesas, gestão de stocks e compras, gestão de activos e controlo financeiro, terão também que entrar nas intenções de investimento das organizações. As soluções de Business Intelligence também não vão ficar alheias neste cenário de procura. Hoje, mais do que nunca, os gestores necessitam de ter informação e negócio em tempo real que minimize os riscos de tomada de decisão.
Mas o contributo dos fornecedores de TI não se deve esgotar nos produtos e serviços, devendo abraçar também o aconselhamento para apoiar as PME nas suas decisões. Neste ambiente de grandes restrições orçamentais e de obrigatoriedade de redução de custos, o utilizador de Tecnologias de Informação, antes de decidir cortar nos custos de manutenção e de suporte – os primeiros da lista em situações de crise – e de reduzir os seus fornecedores, deve procurar modelos alternativos que permitam diminuir custos, mas também atingir os seus objectivos de negócio e sem hipotecar o seu futuro.
Por exemplo os sistemas de Hosting e de SaaS (Software as a Service), são alternativas ao modelo tradicional que permitem reduzir os custos de implementação e de manutenção e que não colocam em causa o suporte ao normal funcionamento dos sistemas de informação da empresa.
Actualmente esta oferta já não é propriedade das grandes multinacionais de TI, existindo em Portugal empresas tecnologicamente avançadas neste tipo de serviços e com uma grande mais-valia para estes cenários de crise. São ágeis e dispõe de maior capacidade de adaptação à conjuntura nacional.
Vamos ser positivos e acreditar que a crise económica vai potenciar a mudança, a inovação e abrir novas oportunidades ao mercado empresarial.

 

José Carlos Gonçalves de Azevedo, Director-geral da Primavera Portugal

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